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Rodrigo Sezinando retorna ao UFC após grave lesão orbital e quase um ano e meio de afastamento

Após um período de 13 meses afastado dos octógonos devido a uma grave lesão, o meio-médio carioca Rodrigo Sezinando (77 kg) faz seu aguardado retorno ao Ultimate Fighting Championship (UFC) neste sábado (31). O lutador enfrenta o sueco Theodor Berggren no card preliminar do UFC Vegas 123, buscando virar a página de um dos capítulos mais difíceis de sua carreira, marcado pelo vice-campeonato na 33ª edição do reality show ‘The Ultimate Fighter’ (TUF) e uma fratura orbital que exigiu longa recuperação.

A última aparição de Sezinando foi em setembro de 2025, na final do TUF 33. Na ocasião, o brasileiro foi nocauteado por Daniil Donchenko ainda no primeiro round, perdendo a chance de um contrato direto com o UFC. A derrota não só encerrou suas aspirações imediatas ao título do programa, mas também resultou em uma severa lesão que o afastou de competições por mais de uma temporada, gerando grande incerteza sobre seu futuro profissional.

A Batalha Contra a Lesão Orbital: Diagnóstico Tarde e Recuperação Natural

A lesão sofrida por Rodrigo Sezinando na final do TUF 33 revelou-se muito mais grave do que o esperado. Em entrevista exclusiva, o lutador relembrou a extensão do problema: “Foi um período bem difícil para mim, ficar sem lutar. Sou um cara que gosta de estar sempre ativo, lutando. Mas infelizmente quebrei o meu (osso) orbital em três partes na minha última luta.” A complexidade da fratura, que atingiu três regiões distintas do osso orbital, demandou um tratamento delicado e, acima de tudo, muita paciência.

Para complicar a situação, o diagnóstico da lesão veio de forma tardia. Sezinando só descobriu a gravidade da fratura semanas após o combate, quando sintomas persistentes de dor e desconforto se intensificaram. “Não (precisei de cirurgia), porque só descobri (a fratura) três, quatro semanas após a luta. Infelizmente, já era muito tarde. A cirurgia seria uma coisa muito intrusiva, então a gente optou por deixar recuperar (naturalmente)”, explicou o brasileiro. A decisão pela recuperação natural implicou um período de inatividade significativamente maior, pois o osso precisava se consolidar sem intervenção cirúrgica, um processo que se estendeu por cerca de 13 meses.

A ausência prolongada do octógono representa um desafio tanto físico quanto psicológico para atletas de alto rendimento. A interrupção do ritmo de treinos e lutas pode impactar a forma física, a confiança e a posição no ranking. Para Sezinando, que se descreve como um atleta que gosta de “estar sempre ativo”, a espera foi particularmente torturante. “Demorou bastante porque não estava encostando uma na outra (partes do osso). Então teve que esperar e deixar recuperar de forma natural”, detalhou, evidenciando a complexidade da regeneração óssea. Agora, com a lesão completamente superada e o atleta novamente em plenas condições, a expectativa é retomar a trajetória no UFC com uma performance dominante.

A Transição do TUF: De Lutador a Treinador e o Crescimento no UFC

Se na 33ª edição do The Ultimate Fighter Rodrigo Sezinando “bateu na trave” como competidor, a edição seguinte, em 2026, ofereceu-lhe uma nova e enriquecedora perspectiva. O brasileiro retornou ao reality show, mas desta vez, assumindo o papel de treinador. Sezinando teve a oportunidade de integrar a equipe de Daniel Cormier, um dos maiores nomes da história do UFC e ex-campeão em duas categorias de peso. Essa experiência, repetida por “dois anos consecutivos”, demonstrou a confiança da organização em seu conhecimento e habilidades, apesar do revés em sua própria luta.

A exposição contínua em um programa de grande alcance, especialmente no cenário dos esportes de combate nos Estados Unidos, rendeu frutos significativos para o meio-médio carioca. “Sim, com certeza. Consegui capitalizar bastante fãs (participando do TUF). A galera acaba curtindo muito, porque conseguiram ver o meu lado como treinador e o meu lado como atleta”, destacou Sezinando. Essa dupla visibilidade não apenas ampliou sua base de fãs, mas também enriqueceu seu currículo e sua experiência profissional.

A participação como treinador trouxe, ainda, a alegria de ver uma atleta de sua equipe brilhar. “Foi uma experiência extraordinária para mim, fazer parte do time do Daniel Cormier… Tive uma experiência sensacional e meu currículo só vai crescendo. Muito feliz com todas as oportunidades que o UFC está me dando”, afirmou Sezinando. Ele ainda ressaltou o sucesso da conterrânea: “pode ajudar, até porque foi a Tina, também uma brasileira lá do Rio de Janeiro, foi a campeã do TUF feminino deste ano.” Essa vitória reforça a qualidade do trabalho desenvolvido por ele e sua equipe, agregando ainda mais valor à sua trajetória dentro da organização.

O Legado Brasileiro no UFC Vegas 123

Além do retorno de Rodrigo Sezinando, o UFC Vegas 123 destaca uma forte presença brasileira, com cinco atletas do país em ação, demonstrando a contínua relevância do Brasil no esporte. O evento principal da noite apresenta Renato Moicano, um dos nomes mais promissores da divisão peso-pena (66 kg), enfrentando Tom Nolan em um confronto que promete intensidade e técnica.

No card principal, a lutadora Luana Santos sobe ao octógono para medir forças com a russa Yana Santos, em uma luta decisiva para suas aspirações na categoria peso-mosca (57 kg). Já nas lutas que abrem o show, o público poderá acompanhar a performance de mais duas brasileiras. Tainara Lisboa encara Lucia Szabová, enquanto Talita Alencar mede forças com Piera Rodriguez. A participação de tantos talentos nacionais sublinha a força do MMA brasileiro e adiciona um tempero extra de expectativa para os fãs.

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