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Redução de tarifas de importação de carne bovina pelos EUA gera expectativa no setor

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Medida de Trump pode sinalizar novas oportunidades para frigoríficos brasileiros, apesar de desafios remanescentes

Redução de tarifas de importação de carne bovina pelos EUA gera expectativa no setor
Carne bovina em destaque. Foto: REUTERS/Ricardo Moraes

A redução de tarifas de importação de carne bovina pelos EUA traz esperanças, mas desafios permanecem para os frigoríficos brasileiros.

No dia 14 de outubro, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a retirada da tarifa básica de 10% sobre importações de produtos agropecuários, incluindo carne bovina, banana, café e tomate. Essa mudança pode ser vista como um sinal positivo para a indústria da carne bovina brasileira, embora os investidores permaneçam cautelosos devido à tarifa adicional de 40% que ainda vigora sobre os produtos brasileiros.

Os analistas do Itaú BBA destacam que, embora a redução da tarifa já fosse esperada pelo setor, a incerteza persiste em relação à tarifa remanescente de 40%. Essa situação pode dificultar o retorno às condições normais de exportação para os frigoríficos brasileiros. Com isso, a expectativa é que as empresas se beneficiem de uma maior demanda, mas limitadas pela carga tributária ainda vigente.

Expectativa de aumento na demanda

Os frigoríficos brasileiros, como a JBS e a Minerva, podem encontrar novas oportunidades de mercado devido à dinâmica de triangulação com outros países. Os EUA, ao buscarem aumentar suas importações de carne bovina, podem proporcionar um alívio nos preços internos, mas a escassez de gado pode continuar pressionando os custos.

Dentre as empresas analisadas, a JBS e a Minerva estão bem posicionadas, pois possuem operações diversificadas que podem mitigar a pressão do mercado americano. O Morgan Stanley indica que uma redução total das tarifas sobre a carne bovina seria favorável para a Minerva, aumentando assim suas exportações, que antes da imposição da tarifa representavam cerca de 5% de sua receita total.

Desafios a serem enfrentados

Apesar do otimismo em relação à nova medida, os pessimistas alertam que a concorrência de países como Austrália e Nova Zelândia, que possuem condições tarifárias mais favoráveis, pode impactar negativamente os frigoríficos brasileiros. Segundo o BBA, a capacidade de negociação local sobre a carne bovina poderá ser afetada, limitando os ganhos esperados com a redução das tarifas.

Cenário futuro

À medida que se aproximam os períodos anuais de renovação das cotas de importação nos EUA, as empresas do setor esperam que a remoção total das tarifas possa ser alcançada em breve. No entanto, a redução parcial da tarifa base de 10% pode ter um impacto marginal nas exportações, já que a tarifa total permanece alta. Os analistas acreditam que, independentemente dos desafios, o sinal positivo dado pela administração Trump pode abrir portas para novas negociações e uma possível redução futura das tarifas, em um contexto onde a demanda por carne bovina continua a crescer.

Diante desse cenário, a atenção do mercado se volta para as próximas discussões sobre tarifas e as possíveis implicações para a indústria da carne bovina, que enfrenta um momento de transformação e adaptação às novas condições econômicas.

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