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Folha Jundiaiense

Raphinha treina forte e vislumbra retorno crucial à Copa do Mundo

O atacante Raphinha retornou aos treinos com a seleção brasileira nesta sexta-feira (3), em Nova Jersey, Estados Unidos. O jogador participou de parte das atividades em campo, um passo significativo na recuperação de uma lesão muscular na coxa direita sofrida em 19 de junho, durante vitória por 3 a 0 contra o Haiti.

A presença de Raphinha no centro de treinamento do New York Red Bulls, o Columbia Park, marcou a única novidade relevante para o técnico Carlo Ancelotti. O atacante se juntou aos companheiros nos exercícios de aquecimento e rodas de bobinho, durante os 15 minutos abertos à imprensa.

Demonstrou bom humor.

Após dias de tratamento intensivo, a recuperação de Raphinha foi bem recebida pelo grupo. O retorno do camisa 11 foi comunicado por Ancelotti, rendendo aplausos e o tradicional “corredor polonês”, com tapinhas dos colegas.

O ritual já conhecido na seleção. Neymar passou pela mesma recepção quando voltou de sua lesão na panturrilha direita.

Apesar do avanço, a escalação de Raphinha para o jogo deste domingo (5), contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, é improvável. A partida está marcada para as 17h (horário de Brasília) em Nova Jersey. A expectativa real é de que o atacante esteja apto somente se o Brasil avançar às quartas de final do torneio.

Neymar como Termômetro de Recuperação

O caso de Neymar serve de paralelo para entender o cronograma de Raphinha. O camisa 10 se apresentou à seleção ainda lesionado, na Granja Comary. Ele voltou a treinar integralmente com o grupo quatro dias antes do jogo contra a Escócia, em 24 de junho, em Miami.

Foi relacionado.

Neymar jogou 14 minutos naquele confronto, mostrando cautela na reintegração. Isso sugere que a comissão técnica não apressará o retorno de Raphinha, especialmente em uma fase eliminatória da Copa do Mundo, onde o risco de uma recaída é alto.

A Ausência de Lucas Paquetá e as Opções de Ancelotti

Enquanto Raphinha retorna, Lucas Paquetá se ausenta. O meia iniciou tratamento para uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda, sofrida na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em 29 de junho, em Houston. Ele deixou o campo no intervalo.

Paquetá está fora do confronto contra a Noruega.

Sua ausência abre um problema tático para Ancelotti, que não deu indícios do substituto durante o treino liberado à imprensa. O técnico tem diversas opções para recompor o meio-campo ou o ataque. Entre os volantes, Danilo Santos surge como alternativa para fortalecer a marcação.

No setor ofensivo, Ancelotti considera Gabriel Martinelli, que oferece velocidade pelas pontas, e o jovem Endrick, com sua capacidade de finalização. A reintegração de Neymar também pode influenciar na formação, permitindo uma reorganização tática caso ele seja escalado em uma posição mais avançada.

O atacante Rayan, poupado na quinta-feira (2) por controle de carga, participou normalmente das atividades desta sexta. Ancelotti terá o treino de sábado (4) para definir a escalação e a estratégia final para as oitavas de final.

Contexto

A gestão de lesões é um desafio constante para seleções em grandes torneios como a Copa do Mundo. A pressão por resultados e o calendário apertado exigem que as equipes lidem com a recuperação de jogadores-chave, equilibrando a necessidade de tê-los em campo com o risco de agravar suas condições. A ausência de atletas importantes, como Lucas Paquetá, força os treinadores a adaptarem esquemas táticos e testarem novas formações, impactando diretamente o desempenho da equipe em jogos eliminatórios. A volta de Raphinha, mesmo que gradual, alivia a pressão, mas a cautela demonstra a prioridade em preservar os atletas para as fases decisivas do torneio.

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