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Queda das taxas dos DIs com IPCA e ata do Copom aumenta chances de corte da Selic

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Investidores apostam em redução da taxa Selic já em janeiro após inflação abaixo do esperado

Queda das taxas dos DIs com IPCA e ata do Copom aumenta chances de corte da Selic
Queda das taxas dos DIs em reação a dados econômicos.

As taxas dos DIs caíram com a divulgação do IPCA, aumentando as expectativas de corte da Selic em janeiro.

Queda das taxas dos DIs e as expectativas sobre a Selic

As taxas dos DIs fecharam a terça-feira com quedas acentuadas, superando 15 pontos-base nos vencimentos mais curtos. Essa movimentação reflete a confiança crescente dos investidores de que o Banco Central do Brasil pode iniciar um ciclo de cortes na taxa Selic já em janeiro. Essa expectativa surge após a divulgação da inflação de outubro, que ficou abaixo do esperado, juntamente com a ata do Copom que suavizou o discurso sobre a inflação.

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,9%, apresentando uma redução de 16 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,06%. A taxa para janeiro de 2035 caiu para 13,42%, uma diminuição de 9 pontos-base em relação ao ajuste de 13,506%. Essa movimentação demonstra a reação do mercado a fatores econômicos recentes que influenciam a política monetária.

Impacto do IPCA sobre as expectativas do mercado

Na manhã de terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, que é o índice oficial de inflação, subiu apenas 0,09% em outubro. Esse resultado foi inferior à taxa de 0,48% de setembro e também abaixo da projeção de 0,16% feita por analistas entrevistados pela Reuters. Ao longo de 12 meses, até outubro, a inflação acumulada foi de 4,68%, contra uma expectativa de 4,75%.

Esses dados mistos sobre a inflação têm implicações diretas nas expectativas do mercado. Enquanto a inflação de bens industriais se manteve estável, a alimentação no domicílio registrou uma leve alta de 0,16% em outubro, comparado a 0,41% em setembro. Isso sugere que, embora a inflação esteja em queda, algumas categorias, especialmente serviços, ainda apresentam resistência a essa tendência.

Análise da ata do Copom

Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada antes da abertura dos mercados, o Banco Central destacou uma visão mais otimista sobre o processo de desinflação, reconhecendo uma desaceleração da inflação de serviços, embora essa ainda se mostre resistente. A ata também incorporou uma estimativa preliminar do impacto da recente medida de ampliação da isenção do imposto de renda, aprovada pelo Congresso, que poderá influenciar a projeção de atividade econômica nas próximas reuniões.

Os economistas do mercado, como Flavio Serrano, do banco Bmg, acreditam que a diminuição na taxa Selic pode acontecer em janeiro, mas não exclusivamente devido ao IPCA de outubro. Ele considera que o cenário econômico deve continuar a evoluir de forma favorável, com março também apresentando uma alta probabilidade de mudança na taxa.

Perspectivas futuras e o impacto no mercado

O aumento das expectativas de corte da Selic, que atualmente se encontra em 15% ao ano, já se reflete na curva a termo, que anteriormente precificava cerca de 50% de chances de uma redução de 25 pontos-base em janeiro. Agora, essa probabilidade saltou para quase 85%, de acordo com análises do mercado financeiro. Essa mudança de expectativa é um sinal de que os investidores estão ajustando suas apostas frente a um cenário econômico que se desenha mais favorável.

Além disso, o recuo do dólar em relação ao real, que agora está abaixo dos R$5,30, também contribui para essa dinâmica positiva no mercado. Os investidores estão atentos a esses indicadores, que podem sinalizar não apenas as decisões do Banco Central, mas também a saúde da economia brasileira como um todo.

O feriado do Dia dos Veteranos nos EUA, que manteve o mercado de Treasuries fechado, também influenciou as operações locais. Os próximos dias serão cruciais para observar como as expectativas e as realidades econômicas se alinham, especialmente em relação às decisões do Banco Central e sua política monetária.

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