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Folha Jundiaiense

Pulso polar derruba temperaturas: entenda o fenômeno que trouxe o frio de volta

Quem saiu cedo de casa nos últimos dias sentiu a mudança. O frio voltou com força, derrubou as temperaturas em várias regiões do país e fez muita gente tirar o casaco do armário antes mesmo da chegada oficial do inverno.

A explicação está na chegada de uma massa de ar de origem polar. O fenômeno, conhecido como pulso polar, acontece quando uma porção de ar muito frio avança pelo continente e consegue chegar a regiões mais ao norte do Brasil.

Na prática, é como uma entrada rápida de ar gelado na atmosfera. Esse ar costuma avançar depois da passagem de uma frente fria e muda a sensação térmica em pouco tempo.

Segundo a Climatempo, entre os dias 8 e 13 de maio, uma forte massa de ar polar avançou pelo país e provocou a primeira onda de frio de 2026, com reflexos principalmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O frio também chegou a influenciar parte da Região Norte, em um fenômeno conhecido como friagem.

Por que o pulso polar derruba tanto as temperaturas?

A queda acontece porque o ar polar é mais frio e seco. Quando ele avança sobre uma região, empurra o ar mais quente que estava predominando antes.

Por isso, a virada pode ser rápida. Em poucos dias, uma cidade pode sair de tardes mais amenas para manhãs geladas, com queda nas mínimas e sensação térmica menor.

A massa de ar polar registrada nesta semana foi considerada uma das mais fortes do ano até agora e provocou recordes de frio em capitais brasileiras. Entre as cidades afetadas estiveram Curitiba, São Paulo, Campo Grande, Cuiabá, Goiânia e Rio Branco.

Pulso polar, frente fria e onda de frio são a mesma coisa?

Não exatamente. A frente fria é o sistema que marca o encontro entre massas de ar com temperaturas diferentes. Ela costuma provocar mudança no tempo, chuva, vento e queda de temperatura.

O pulso polar é a entrada do ar gelado que vem depois ou junto desse sistema. É ele que ajuda a derrubar os termômetros e prolongar a sensação de frio.

Já a onda de frio depende da intensidade e da duração da queda nas temperaturas. Ou seja: não basta esfriar. Para ser classificado como onda de frio, o frio precisa ficar abaixo do normal por alguns dias.

E em Jundiaí?

Na região de Jundiaí, o efeito do pulso polar aparece principalmente nas manhãs mais frias, na queda da sensação térmica e na variação maior entre o começo do dia e a tarde.

Mesmo quando o sol aparece, o ar frio pode manter a sensação de tempo mais gelado, especialmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.

A previsão também indica atenção para a umidade do ar. Em dias mais secos, o desconforto pode aumentar, principalmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

O frio vai continuar?

A massa de ar polar mais intensa começou a perder força a partir de 13 de maio, com deslocamento em direção ao oceano. Com isso, a tendência é de elevação gradual das temperaturas em parte do centro-sul do país.

Mesmo assim, o tempo ainda pode oscilar. Em São Paulo, novas frentes frias podem mudar o cenário novamente, trazendo chuva, vento e novas quedas de temperatura.

No outono, esse sobe e desce nos termômetros é comum. O período funciona como uma transição entre o calor do verão e o frio mais constante do inverno.

O que muda na rotina?

Com o avanço do ar polar, o frio costuma ser sentido com mais força no começo da manhã e à noite. Quem sai cedo para trabalhar, estudar ou praticar atividade física deve redobrar a atenção.

Também vale ficar de olho no tempo seco. Hidratação, uso de agasalhos e cuidado com mudanças bruscas de temperatura ajudam a reduzir o desconforto.

O frio não significa, necessariamente, uma sequência longa de dias gelados. Em muitos casos, o pulso polar passa rápido. Mas basta uma virada mais intensa para mudar a rotina — e lembrar que o casaco, nesta época do ano, não deve ficar muito longe.

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