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PT critica proposta de Derrite como sufocamento da Polícia Federal

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Edinho Silva destaca preocupação com nova redação do PL Antifacção

PT critica proposta de Derrite como sufocamento da Polícia Federal
Edinho Silva critica proposta. Foto: Câmara dos Deputados

Presidente do PT expressa preocupação com proposta que afeta financiamento da Polícia Federal.

Críticas do PT ao PL Antifacção

Na última quarta-feira, 12, o presidente do PT, Edinho Silva, fez severas críticas ao novo relatório do deputado federal Guilherme Derrite, do PP-SP, referente ao PL Antifacção. Silva classificou a proposta como uma “maquiagem” que visa enfraquecer a Polícia Federal (PF). Embora a nova redação indique um recuo na autonomia da PF, o texto ainda busca sufocar financeiramente a instituição.

Proposta de Derrite e suas implicações

De acordo com Edinho Silva, a proposta apresentada por Derrite prevê que os recursos que a PF recupera, através da venda ou leilão de bens confiscados, sejam direcionados aos estados. Atualmente, esses recursos são utilizados pela PF para financiar investigações e operações. “Derrite apresentou mais uma maquiagem. Dessa vez, a extrema-direita tenta asfixiar financeiramente a PF”, declarou Silva, evidenciando a preocupação com o impacto que isso terá sobre a capacidade da polícia em operar efetivamente.

Mudanças no PL e suas consequências

A nova redação do PL Antifacção, conforme relatado, altera a forma como os bens confiscados de facções criminosas são tratados. Ao invés de serem geridos pela União e contribuírem para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), agora esses bens serão distribuídos entre os estados e o Distrito Federal. Essa mudança, segundo a gestão petista, representa um esvaziamento dos fundos federais, colocando em risco a coordenação de políticas de segurança pública em nível nacional.

A luta contra o crime organizado

Silva reforçou que a verdadeira asfixia deve ser contra o crime organizado e não contra as forças que combatem essa criminalidade. “Não é possível tolerar qualquer tipo de retirada de prerrogativa ou asfixia financeira dos policiais que estão nas ruas no combate ao crime. O que deve ser feito é asfixia financeira contra o crime organizado!”, enfatizou o presidente do PT.

O impacto na política de segurança

A proposta, se aprovada na votação prevista para o Dia 12 na Câmara, poderá comprometer fundos fundamentais como o Funad (Fundo Nacional Antidrogas), o Funapol (Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal) e o Funpen (Fundo Penitenciário Nacional). Integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública expressaram preocupações sobre as consequências que essa mudança pode trazer para a segurança pública.

Conclusão

A versão original do PL Antifacção garantia que os bens confiscados pela União seriam utilizados para fortalecer as capacidades das forças policiais. A nova proposta de Derrite, ao redistribuir esses recursos, pode enfraquecer a política de integração entre as forças federais e estaduais e comprometer o financiamento de ações críticas em áreas de alta vulnerabilidade. A discussão em torno do PL Antifacção continua a ser um tema central nas pautas de segurança pública no Brasil.

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