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Problemas nas câmeras da megaoperação no Rio são reconhecidos por Castro

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Relatório revela falhas no uso de câmeras corporais durante a operação que resultou em 121 mortes

Problemas nas câmeras da megaoperação no Rio são reconhecidos por Castro
Relatório identifica falhas nas câmeras. Foto: José Lucena/TheNews2/Estadão Conteúdo

Governador do Rio admite falhas nas câmeras durante operação que resultou em 121 mortos.

Reconhecimento de falhas nas câmeras na megaoperação no Rio

O governo do Rio de Janeiro, por meio do governador Cláudio Castro, reconheceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que muitos policiais civis e militares participaram da Operação Contenção, que resultou em 121 mortes nos complexos da Penha e do Alemão, sem o uso adequado de câmeras corporais. Essa informação foi enviada em resposta à análise da ADPF das Favelas, que visa regular operações policiais nas comunidades.

Problemas técnicos nas câmeras

De acordo com o relatório, um defeito em uma das estações de carregamento resultou na inutilizAção de 32 câmeras no momento da operação. O governador Castro informou que vários servidores relataram dificuldades técnicas antes da realização da operação. Além disso, 8 câmeras não foram retiradas devido ao tempo limitado para a saída das equipes. O coordenador da Core, delegado Fabrício Oliveira, confirmou as dificuldades enfrentadas pelos policiais.

Efetivo reduzido com câmeras operacionais

O relatório indicou que apenas 60 policiais civis estavam equipados com câmeras funcionais, um número significativamente menor do que o total de agentes mobilizados. No caso do Bope, a situação também foi alarmante: apenas 77 câmeras estavam disponíveis para 215 militares. A Polícia Militar afirmou que procurou distribuir as câmeras de modo que cada grupo tivesse pelo menos um policial gravando, mas as falhas técnicas comprometeram a operação.

Inconsistências nos dados da operação

Além das falhas no uso das câmeras, o relatório entregou ao STF dados que não coincidem com as informações previamente divulgadas. O ministro Moraes destacou discrepâncias em relação ao número de prisões e apreensões. O governo mencionou 100 presos na operação, enquanto a Polícia Civil havia informado 99. O total de fuzis apreendidos também foi corrigido para 96, após uma contagem anterior de 93.

Exigências do STF e próximos passos

Diante das inconsistências, o STF exigiu a preservação de todas as imagens geradas pelas câmeras, além de laudos necroscópicos das vítimas, registros de audiências de custódia e a lista completa de presos com mandado ou detidos em flagrante. Essa determinação faz parte do protocolo da ADPF das Favelas, que estabelece regras para o uso de câmeras em operações policiais e a supervisão das ações por órgãos de controle. O governo do Rio garantiu que todas as informações solicitadas seriam enviadas digitalmente e dentro do prazo estipulado.

Para acompanhar as atualizações sobre o caso, siga as redes sociais relacionadas ao assunto. A transparência nas operações policiais é fundamental para garantir a confiança da população nas ações de segurança pública.

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