Explore a linha do tempo dos acontecimentos que levaram à prisão do ex-presidente brasileiro por tentativa de golpe.

Relembre a cronologia dos eventos que levaram à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
Deflagrada em fevereiro de 2024 pela Polícia Federal (PF), a investigação sobre a tentativa de golpe em 2022 levou à condenação do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro por crimes contra a democracia no Brasil. As últimas semanas não foram tranquilas para a família que liderou, nos últimos anos, as pautas da extrema direita no país. A investigação que atualmente mantém Bolsonaro preso preventivamente tem como pano de fundo a tentativa de golpe de Estado articulada entre 2022 e 2023, após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva.
O início das investigações
Segundo a PF e o Ministério Público, o então presidente e aliados civis e militares atuaram para impedir a posse do novo governo, com planos que incluíam prisão de autoridades e fechamento de instituições. As articulações foram reveladas ao longo de 2023 e início de 2024 em diferentes investigações sobre atos antidemocráticos.
O ponto de virada veio em 8 de fevereiro de 2024, quando a PF deflagrou a Operação Tempus Veritatis, sob ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação mirou Bolsonaro e um núcleo de ex-ministros e militares, investigando a existência de uma organização criminosa voltada à tentativa de golpe e à abolição do Estado Democrático de Direito.
A Operação Tempus Veritatis
Naquele dia, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, incluindo a apreensão do passaporte de Bolsonaro. Moraes proibiu o ex-presidente de deixar o país e de manter contato com outros investigados. A operação foi estruturada a partir da delação premiada de Mauro Cid, que detalhou reuniões e tentativas de mobilização de setores das Forças Armadas.
Poucos dias depois, em 22 de fevereiro de 2024, Bolsonaro prestou depoimento à PF, negando qualquer planejamento de ruptura institucional. No entanto, documentos e mensagens apreendidos revelaram um quadro de articulação prolongada para impedir a posse de Lula.
A conclusão do inquérito
Em novembro de 2024, a PF concluiu o inquérito principal sobre a tentativa de golpe, indicando Bolsonaro e outros 36 investigados como integrantes de uma organização criminosa. Paralelamente, outra operação revelou planos que incluíam o assassinato de Lula e outras autoridades para impedir a posse do governo eleito.
Em março de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia ao STF, acusando Bolsonaro de ser o líder de uma organização criminosa responsável por tentativa de golpe. A denúncia foi aceita, levando à sua condenação em setembro de 2025.
A condenação
A Primeira Turma do STF condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão, sendo o primeiro ex-presidente brasileiro a enfrentar tal condenação. Além da pena de prisão, ele também recebeu uma inelegibilidade de oito anos.
Em 22 de novembro de 2025, após a danificação da tornozeleira eletrônica que usava em prisão domiciliar, o ministro Moraes decretou a prisão preventiva de Bolsonaro. A PF cumpriu a ordem, levando o ex-presidente para a Superintendência da corporação em Brasília.
A execução da pena
Na audiência de custódia, a legalidade da prisão foi confirmada, e, poucos dias depois, a Primeira Turma do STF determinou o início imediato da execução da pena de 27 anos e 3 meses. Com isso, Bolsonaro começou a cumprir sua condenação na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, encerrando um ciclo de quase dois anos de investigações e responsabilização criminal.
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