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As principais ações em energia e saneamento segundo o JPMorgan

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Banco revisa estimativas e apresenta três recomendações para investidores

As principais ações em energia e saneamento segundo o JPMorgan
Análise do JPMorgan sobre ações em energia e saneamento.

JPMorgan aponta três ações em energia e saneamento com grande potencial de crescimento.

Ações em energia e saneamento: a visão do JPMorgan

O JPMorgan, em sua recente análise do setor de utilities, que abrange concessões públicas como energia e saneamento, reiterou uma perspectiva construtiva. O banco revisou suas estimativas e preços-alvo, adotando uma abordagem mais seletiva após uma valorização de 60% das ações em 2025, em comparação com um aumento de 30% do Ibovespa no mesmo período.

Preferências no setor de geração de energia

No setor de geração, o JPMorgan expressa preferência por hidrelétricas, que se destacam como as principais beneficiárias em um ambiente de preços elevados. As energias renováveis, embora importantes, enfrentam riscos de queda nos lucros. Os analistas do banco não identificam catalisadores claros para aumentos de preços na safra de 2026, o que torna a seleção de ações ainda mais crucial.

Três ações em destaque

Nesse contexto, o JPMorgan selecionou três ações favoritas: 1) Sabesp (SBSP3), que apresenta uma geração de caixa robusta e crescimento consistente de lucros; 2) Copel (CPLE3), caracterizada por dividendos atrativos e menor risco; e 3) Eneva (ENEV3), que se destaca pela opcionalidade de crescimento em um cenário de crescente demanda por confiabilidade energética no Brasil.

Para investidores otimistas, o banco também menciona Equatorial (EQTL3) e Axia (AXIA3) como potenciais beneficiários de um ambiente favorável, com juros mais baixos e novos influxos de capital na Bolsa brasileira.

Cautela com outras ações

Por outro lado, o JPMorgan recomenda cautela com ações como Cemig (CMIG4), Engie (EGIE3) e Taesa (TAEE11). A perspectiva para a Copel é de menor risco, equilibrando a duração do fluxo de caixa, assim como a Sabesp, com dividendos robustos projetados para 2026-2028, além de uma opcionalidade de crescimento semelhante à de Eneva.

Análise detalhada da Copel e Eneva

A Copel é vista como uma importante beneficiária de preços mais altos de energia, especialmente para geradoras hidrelétricas, e deve apresentar menor volatilidade nos resultados. O JPMorgan estima que a Copel negocie a uma taxa interna de retorno real de 10,6%, com um múltiplo de 11 vezes o preço sobre lucro (P/L) para 2026, mantendo a recomendação de compra e um preço-alvo de R$ 14,60.

Em relação à Eneva, o banco considera que a ação possui o maior potencial de crescimento, especialmente com o leilão de capacidade previsto para março de 2026, que pode surpreender positivamente em volume de contratos e remuneração regulada. O JPMorgan atualizou suas projeções e manteve a recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 21.

Atrações da Sabesp

A Sabesp continua sendo uma das teses mais atraentes cobertas pelo JPMorgan, combinando crescimento consistente dos lucros com um CAGR de 24% entre 2025 e 2028. A empresa também possui a opcionalidade de expansão por meio de novos leilões de saneamento. O banco elevou o preço-alvo para 2026 para R$ 160 por ação, apontando para um potencial de retorno total de 18%. O JPMorgan acredita que o prêmio de risco atual da Sabesp é injustificado, dado seu tamanho, qualidade de gestão e perfil de negócio.

Conclusão

Com um cenário de incertezas, a análise do JPMorgan oferece uma luz sobre onde os investidores podem encontrar oportunidades no setor de energia e saneamento. As escolhas do banco refletem uma combinação de crescimento, segurança e potencial de retorno, fatores essenciais para quem busca diversificar suas carteiras de investimento.

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