Milhares de cidadãos e empresas de Fernandópolis terão uma nova chance de colocar suas finanças em ordem, com a promessa de descontos que podem zerar juros e multas de antigas dívidas. A oportunidade surge com uma proposta aguardando votação na Câmara.
A Prefeitura de Fernandópolis encaminhou um Projeto de Lei Complementar em regime de urgência, instituindo o Programa de Recuperação Fiscal, mais conhecido como Refis 2026.
Assinada pelo prefeito João Paulo Cantarella, a iniciativa visa facilitar a renegociação de débitos tributários municipais acumulados ao longo do tempo.
São contempladas as dívidas com fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2025, abrangendo um longo período de pendências.
Caso o projeto seja aprovado pelos vereadores, a adesão ao programa poderá ser realizada até o dia 22 de dezembro de 2026, oferecendo um prazo estendido para os contribuintes.
A medida é abrangente, direcionada tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas que possuem débitos com o município.
Mesmo quem já possuía acordos anteriores perante a Câmara de Conciliação poderá incorporar esses créditos tributários ao novo Refis, simplificando a regularização.
Dívidas zeradas ou parceladas: como aproveitar os descontos em Fernandópolis?
A grande atração do Refis 2026 de Fernandópolis reside nas condições especiais de quitação.
O texto da proposta prevê descontos progressivos sobre os encargos moratórios, como juros e multas, incentivando a rápida regularização.
A lógica é clara: quanto menor o número de parcelas escolhido pelo contribuinte, maior será o benefício concedido sobre os acréscimos das dívidas.
Descontos que aliviam o bolso: veja suas opções
Para quem conseguir quitar os débitos à vista, a redução é de 100% sobre juros e multas de mora, representando uma economia substancial.
Optando pelo parcelamento em até três vezes, a anistia sobre os encargos chega a 65%.
Já para quem precisa de mais fôlego, com pagamento em até cinco parcelas, o desconto é de 40% sobre os encargos moratórios.
Refis 2026: quem pode aderir e quais dívidas não são contempladas
Para formalizar a adesão ao Refis 2026, os interessados devem protocolar um requerimento próprio e específico.
O atendimento será realizado no setor de serviços municipais, localizado no Poupatempo de Fernandópolis, após a promulgação oficial da lei.
No entanto, é crucial que o cidadão e as empresas saibam que nem todas as dívidas municipais podem ser renegociadas por este programa de recuperação fiscal.
Fique atento: o que o Refis 2026 não cobre
O programa não abrange débitos relativos ao Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), multas de trânsito ou multas ambientais.
Honorários advocatícios, custas processuais e despesas decorrentes de cobranças extrajudiciais também ficam de fora das condições especiais do Refis.
A proposta, que promete um alívio financeiro para muitos, agora aguarda a apreciação e votação dos vereadores em plenário.
Impacto em Fernandópolis: o caixa da cidade e a vida do cidadão
A potencial aprovação do Refis 2026 pode representar um respiro financeiro significativo tanto para os moradores quanto para a gestão municipal de Fernandópolis.
Para os cidadãos e empresas, é a chance de regularizar a situação fiscal sem o peso total dos juros e multas acumulados por anos.
Isso não apenas evita processos de cobrança mais onerosos, mas também permite retomar a tranquilidade financeira e a regularidade cadastral.
Para a prefeitura, a arrecadação de ativos antes considerados “perdidos” é vital para a saúde orçamentária do município.
O Executivo municipal destaca que esses recursos são essenciais para manter e, se possível, expandir os serviços públicos básicos prestados à comunidade fernandopolense.
A estratégia fiscal dos municípios: o que está por trás dos Refis
Programas de Recuperação Fiscal não são uma novidade no complexo cenário das finanças públicas brasileiras.
Eles surgem periodicamente como uma ferramenta para que prefeituras e governos recuperem parte de sua dívida ativa, injetando recursos no caixa que são cruciais para a gestão.
A prática reflete, em grande parte, a dificuldade de muitos contribuintes em manter suas obrigações em dia, seja por crises econômicas, imprevistos pessoais ou falhas na gestão empresarial.
Ao mesmo tempo, é uma estratégia que busca equilibrar a premente necessidade de arrecadação do poder público com a capacidade de pagamento do cidadão.
O objetivo é estimular a economia local e permitir que empresas e pessoas físicas regularizem sua situação fiscal sem sobrecarregar ainda mais suas finanças, buscando um ciclo virtuoso de adimplência.



