Pesquisar

Polícia Federal investiga desvio de verbas em cidades gaúchas após enchentes

PUBLICIDADE
Publicidade

Operação Lamaçal apura crimes relacionados ao Fundo Nacional de Assistência Social

Polícia Federal investiga desvio de verbas em cidades gaúchas após enchentes
Unidade produtiva submersa após enchentes. Foto: Comunicação MPA — Foto: (Comunicação MPA)

A PF investiga desvio de verbas em nove cidades gaúchas após enchentes de 2024.

Introdução à Operação Lamaçal

A Polícia Federal (PF), com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Lamaçal. O objetivo é investigar crimes contra a administração pública e lavagem de capitais, especificamente relacionados ao desvio de recursos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) destinados à administração de Lajeado, no Rio Grande do Sul, após as enchentes ocorridas em maio de 2024.

Mandados e Ações Realizadas

Durante a operação, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Além disso, a PF sequestrou 10 veículos e bloqueou ativos que somam quase R$ 4,5 milhões. As buscas ocorreram em diversas cidades gaúchas, incluindo Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo e Novo Hamburgo, além da capital Porto Alegre.

Irregularidades na Licitação

De acordo com comunicado da PF, irregularidades foram detectadas em um procedimento licitatório realizado pela prefeitura de Lajeado. O foco dessa licitação era a contratação de uma empresa para a prestação de serviços terceirizados, como psicólogos, assistentes sociais, educadores sociais e motoristas. A PF apontou que a dispensa da licitação foi justificada pelo estado de calamidade pública declarado no município em 2024, no entanto, surgem indícios de que a contratação da empresa investigada não seguiu a proposta mais vantajosa e os valores contratados estariam acima do valor de mercado.

Valores Envolvidos e Consequências

Os contratos em questão totalizam cerca de R$ 120 milhões. Os investigados podem enfrentar acusações de desvio de verbas públicas, crimes em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de capitais. A operação visa desmantelar uma rede que pode estar manipulando recursos públicos em um momento crítico de necessidade.

Posicionamento do Governo do Estado

Em nota, o governo do Rio Grande do Sul esclareceu que a investigação não está relacionada com Marcelo Caumo, que atuou como secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano e foi prefeito de Lajeado entre 2017 e 2023. O governo reafirmou sua disposição em colaborar com a PF durante a investigação e reiterou a importância de resguardar os direitos de Defesa dos envolvidos, aguardando os desdobramentos da apuração.

Conclusão

A Operação Lamaçal destaca a importância da vigilância sobre o uso de verbas públicas, especialmente em tempos de calamidade, e reafirma o compromisso das autoridades em combater a corrupção e garantir a integridade na administração pública. A PF continua a investigação, e mais detalhes devem surgir conforme a apuração avança.

Leia mais

Destaques

plugins premium WordPress