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Polícia Federal desarticula esquema de fraudes em contas de jogadores de futebol

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Nova fase da Operação Fake Agents investiga saques irregulares do FGTS em atletas e treinadores.

Polícia Federal desarticula esquema de fraudes em contas de jogadores de futebol
Ação da Polícia Federal investiga fraudes em contas de atletas. Foto: Reprodução

A Polícia Federal realiza nova fase da Operação Fake Agents, focando em fraudes em contas de jogadores de futebol.

Polícia Federal realiza nova fase da Operação Fake Agents

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quinta-feira (13), uma nova fase da Operação Fake Agents, no Rio de Janeiro, visando desarticular um esquema de fraudes em contas de jogadores de futebol e técnicos. A operação se concentra em saques irregulares do FGTS, que teriam sido facilitados por três bancários suspeitos.

Os agentes da PF cumpriram mandados de busca em endereços localizados em Tijuca, Ramos e Deodoro, além de uma agência da Caixa Econômica Federal no Centro do Rio. As investigações revelam que os servidores públicos estariam envolvidos na liberação de saques indevidos em nome de jogadores com passagem por clubes renomados como são paulo, Santos e Vasco.

Identificação dos atletas prejudicados

Entre os atletas que foram vítimas desse esquema, destacam-se Christian Chagas Tarouco (Titi), atualmente no Goiás, Ramires, Cueva, João Rojas e Raniel. O caso veio à tona em 2024, quando uma instituição financeira denunciou à PF a suspeita de abertura de contas falsas em nome de atletas. Um dos casos mais emblemáticos envolve o atacante Paolo Guerrero, ex-Flamengo, Corinthians e Internacional, que teve seu nome utilizado para movimentar cerca de R$ 2,2 milhões de forma irregular.

Esquema de movimentações irregulares

As apurações indicam que a PF descobriu uma rede de falsificações e transferências irregulares que teria movimentado aproximadamente R$ 7 milhões entre 2022 e 2024. A operação é coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, com o suporte da área de inteligência da Caixa.

O esquema estaria sob a coordenação da advogada Joana Costa Prado de Oliveira, que contou com a colaboração de funcionários bancários para realizar os saques. Joana é uma figura conhecida no meio jurídico do esporte, tendo trabalhado por mais de uma década no Botafogo, onde chegou a ocupar o cargo de diretora jurídica, além de integrar o Tribunal de Justiça Desportiva do Rio.

Ação judicial e defesa

De acordo com a PF, a advogada utilizava procurações e documentos obtidos em sua atuação profissional para movimentar contas de atletas sem a devida autorização. O treinador Oswaldo de Oliveira foi um dos primeiros a denunciar publicamente o caso, afirmando que Joana reteve mais de R$ 3 milhões relativos a ações trabalhistas movidas contra Corinthians e Fluminense. Segundo ele, em um acordo judicial de novembro de 2024, Joana reconheceu ter recebido os valores, mas não os repassou.

A defesa de Joana Prado emitiu uma nota afirmando que as notícias sobre o caso foram recebidas com “surpresa” e que o processo disciplinar na OAB está sob sigilo. Os advogados de Joana informaram que apresentaram recurso contra a suspensão de sua carteira profissional, considerando a decisão arbitrária e sem observância ao devido processo legal.

Expectativas e próximos passos

A operação da Polícia Federal continua em andamento, com novos desdobramentos esperados à medida que mais evidências são coletadas. A investigação destaca a importância de um olhar atento sobre as movimentações financeiras no futebol e a necessidade de medidas rigorosas para combater fraudes e proteger os direitos dos atletas e profissionais do esporte.

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