Governo busca aprovação antes do recesso parlamentar, mas enfrenta resistência no Senado

O Planalto pretende realizar a sabatina de Jorge Messias ao STF antes do recesso, mas a oposição se articula para barrar sua indicação.
Planalto planeja sabatina de Messias em um cenário de resistência
No momento em que o Palácio do Planalto planeja agilizar a sabatina de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), a oposição se mobiliza para impor uma derrota histórica ao governo. Essa sabatina, prevista para ocorrer antes do recesso parlamentar, é cercada de incertezas e resistência. O senador Izalci Lucas (PL-DF) expressou preocupações, afirmando que Messias pode se tornar o sexto indicado ao STF a ser rejeitado no Senado, um feito raro nas últimas décadas.
Histórico de rejeições ao STF e desafios para Messias
Em 134 anos, o Senado rejeitou apenas cinco indicações ao Supremo, que já teve 172 ministros. Todas essas rejeições ocorreram em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. A possibilidade de Messias se tornar o sexto rejeitado gera inquietação no governo. “Messias será o sexto rejeitado da história do STF. O governo terá dificuldade até para pautar a sabatina”, disse Izalci. O cenário se complica ainda mais com a relação do governo com o senador Davi Alcolumbre, que pode influenciar a votação.
Apoios e estratégia do governo para a sabatina
Fontes do Palácio do Planalto indicam que Messias contará com apoios que podem não ser explicitamente visíveis, incluindo a retaguarda de líderes evangélicos de peso. A ideia de acelerar a sabatina é uma tentativa de evitar que Messias fique exposto a críticas e questionamentos até a volta do recesso parlamentar, programada para fevereiro do próximo ano. Essa estratégia é vista como crucial para o governo, que deseja garantir a aprovação da indicação.
Repercussão da recondução de Paulo Gonet
O senador Izalci Lucas também destacou o recente placar da recondução de Paulo Gonet à Procuradoria Geral da República (PGR) como um termômetro das dificuldades que Messias encontrará no Senado. Gonet foi reconduzido com apenas quatro votos, e sua aprovação foi viabilizada principalmente pelo apoio de Alcolumbre. A falta desse apoio para Messias indica que sua sabatina poderá ser ainda mais desafiadora.
Oposição se prepara para barrar a indicação
Izalci Lucas, embora disposto a receber Messias caso seja procurado, já declarou sua intenção de votar contra a indicação. “Tenho várias restrições a ele, que foi o porta-voz da Dilma para burlar o Judiciário e indicar Lula para a Casa Civil”, afirmou o senador. Essa postura reflete a mobilização da oposição, que busca construir um consenso para barrar a indicação de Messias ao STF.
Conclusão
A sabatina de Jorge Messias ao STF no Senado está em um cenário de incertezas e mobilizações. O governo precisa superar resistências significativas para garantir a aprovação de sua indicação, enquanto a oposição se articula para reverter o que considera uma tentativa de minar a independência do Judiciário. O desfecho dessa questão poderá ter implicações profundas para a relação entre o governo e o Senado nos próximos meses.