PL Redefine Estratégia Eleitoral em SP Após Perda de Lideranças
O Partido Liberal (PL) está reformulando sua estratégia para as eleições de 2026 em São Paulo, após a ausência de figuras de destaque como Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, que obtiveram expressivas votações em 2022. A legenda busca alternativas para manter uma bancada representativa na Câmara dos Deputados.
Base Municipal como Alternativa
Diante das ausências, o partido mira agora na base municipal, considerando lançar vereadores de São Paulo como candidatos à Câmara dos Deputados em 2026. Nomes como Lucas Pavanato e Zoe Martinez são cotados para a disputa.
A estratégia visa compensar a perda de potencial de mobilização eleitoral dos antigos líderes, buscando votos em nichos específicos e explorando o apoio nas redes sociais.
Saídas e Implicações
Além da inelegibilidade de Carla Zambelli e da permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, o PL perdeu Ricardo Salles, que migrou para o Novo, e Guilherme Derrite, agora no PP. Juntos, os quatro deputados somaram 2,56 milhões de votos em 2022, cerca de 48% do total obtido pelo partido em São Paulo para a Câmara.
Especialistas apontam que a perda simultânea dessas lideranças pode impactar a capacidade do partido de eleger candidatos, uma vez que o sistema proporcional brasileiro valoriza candidaturas com grande votação.
Possível Candidatura de Flávio Bolsonaro
Em 2022, o PL conquistou 17 das 70 cadeiras de São Paulo na Câmara dos Deputados, em grande parte devido aos “puxadores de voto”. A legenda também perdeu o deputado Tiririca, que se filiou ao PSD e transferiu seu domicílio eleitoral para o Ceará.
O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, considera que uma eventual candidatura de flávio bolsonaro à Presidência pode fortalecer a bancada, dando mais visibilidade aos candidatos do partido ao Congresso.
Fundo Partidário e Poder de Barganha
O PL também avalia lançar deputados estaduais com bom desempenho eleitoral, como Major Mecca e Gil Diniz, para disputar vagas no Congresso em 2026.
A redução da bancada pode afetar o acesso do PL a recursos públicos, já que o fundo partidário é distribuído de acordo com a votação para deputado federal e o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) considera votos e cadeiras na Câmara e no Senado.
Contexto
A reestruturação do PL em São Paulo para as eleições de 2026, após a perda de figuras-chave, indica uma mudança na dinâmica política estadual e nacional, com possíveis impactos na representatividade do partido no Congresso e no acesso a recursos financeiros.