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PGR solicita prisão domiciliar para general Heleno, condenado a 21 anos

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Procurador-geral argumenta em favor da medida devido ao estado de saúde do ex-ministro

PGR solicita prisão domiciliar para general Heleno, condenado a 21 anos
General Heleno, ex-ministro do GSI, condenado pelo STF. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Paulo Gonet, procurador-geral, defende prisão domiciliar para o general Heleno, condenado a 21 anos pelo STF.

PGR defende prisão domiciliar para general Heleno

Nesta sexta-feira (28), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar ao general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional durante o governo Bolsonaro, que foi condenado na terça-feira (25) a 21 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação no ‘núcleo crucial’ da trama golpista.

Aos 78 anos, Heleno possui a prerrogativa de cumprir sua pena em uma instalação do Exército. Durante seu depoimento, ele revelou que desde 2018 vem enfrentando problemas de memória, sendo diagnosticado com a doença de Alzheimer. Este diagnóstico motivou a defesa do general a protocolar um pedido para mudança no regime de detenção, solicitando a prisão domiciliar.

Argumentos do procurador-geral

Gonet justificou a solicitação com base em razões humanitárias, ressaltando a condição de saúde e a idade avançada do ex-ministro. “As circunstâncias postas indicam a necessidade de reavaliação da situação do custodiado”, afirmou o procurador. Essa posição reflete uma tendência de considerar as condições de saúde de detentos, especialmente aqueles com doenças graves.

O general Heleno, mesmo com o diagnóstico, assumiu o cargo de ministro do GSI durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022, sem que sua condição de saúde fosse amplamente divulgada na época.

Próximos passos

Agora, cabe ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, decidir se acata ou não a recomendação do procurador-geral. A decisão pode estabelecer um precedente importante para casos semelhantes, onde a saúde dos condenados é um fator considerado nas decisões judiciais. Em uma era onde os direitos humanos e as condições de detenção são frequentemente debatidos, a situação do general Heleno traz à tona questões sobre a justiça e o tratamento de prisioneiros com doenças graves.

A expectativa é de que a resposta à solicitação seja dada em breve, considerando a urgência do estado de saúde do ex-ministro. Enquanto isso, a discussão a respeito da condução de processos judiciais envolvendo figuras públicas e questões de saúde continua a ser um tema de relevância no cenário político brasileiro.

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