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PGR solicita condenação de deputados do PL por corrupção em emendas

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Deputados são acusados de desvio de R$ 1,67 milhão em propinas relacionadas a emendas

PGR solicita condenação de deputados do PL por corrupção em emendas
Procuradoria. Foto: Geral da República (PGR) • Shutterstock

A PGR pediu a condenação de deputados do PL por desvio de emendas parlamentares, envolvendo corrupção ativa.

PGR pede condenação de deputados do PL por corrupção ativa

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE) por corrupção ativa. Os parlamentares são acusados de participar de um esquema de desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares, envolvendo a solicitação de R$ 1,67 milhão em propinas ao ex-prefeito de São José do Ribamar (MA).

Organização criminosa sob liderança de Maranhãozinho

As investigações revelam que os deputados integravam uma organização criminosa, com Maranhãozinho liderando o grupo. Ele teria coordenado e controlado as emendas indicadas, além de realizar os pagamentos aos demais envolvidos. A PGR aponta que, em troca da propina, foram destinados R$ 6,67 milhões em emendas de saúde ao município, evidenciando um forte vínculo entre os parlamentares e a gestão local.

Detalhes das investigações e provas apresentadas

Segundo a Procuradoria, Bosco Costa usava contas bancárias de familiares — sua esposa e filho — para efetuar repasses relacionados ao esquema. O caso também envolve lobistas e um agiota conhecido como “Pacovan”, que já faleceu. A PGR, em suas alegações finais, destacou que diálogos, transferências e documentos analisados comprovam a formação de uma rede estruturada para a troca de emendas parlamentares por propinas. O órgão afirma que os acusados atuaram de maneira consciente e voluntária, organizando-se de forma hierarquizada, com divisão de tarefas e uso de ameaças para garantir o retorno financeiro.

Cobrança de propina e intimidações ao prefeito

A PGR também revelou que a propina correspondia a 25% dos valores das emendas, sendo cobrada por intermediários. Essas cobranças incluíam encontros presenciais e tentativas de intimidação ao prefeito, demonstrando a gravidade do esquema. O processo, relatado pelo ministro Cristiano Zanin, inclui diálogos interceptados, transferências bancárias e documentos que reforçam a autoria e a materialidade dos crimes cometidos pelos parlamentares.

Consequências legais e próximo passo do processo

Além das penas previstas, a PGR requer a perda do mandato parlamentar dos réus e o pagamento de indenização por danos morais coletivos. Com a apresentação das alegações finais pela PGR, um prazo de 15 dias foi aberto para a manifestação dos réus. Após esse período, o relator do caso poderá liberar o processo para julgamento. A CNN Brasil tenta contato com os deputados para ouvir suas versões sobre as acusações.

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