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Perícia em operação sobre Banco Master deve durar até seis meses

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PGR analisa dados da Operação Banco Master e conclusão pode levar meses

A Procuradoria-Geral da República (PGR) estima que a análise do grande volume de informações coletadas na mais recente operação envolvendo o Banco Master deve levar de quatro a seis meses. A informação foi confirmada por uma fonte do órgão com conhecimento direto do caso nesta sexta-feira.

Quebra de sigilo e material apreendido

A análise da PGR envolverá a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas físicas e jurídicas, algumas com movimentação financeira bilionária. Também será analisado o material apreendido nos 42 endereços alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo dezenas de celulares e computadores.

Possíveis acusações criminais

Diante da complexidade do material, a expectativa é que as conclusões da análise não sejam finalizadas antes do final do primeiro semestre do ano. Após essa etapa, a PGR decidirá se apresentará acusações criminais formais contra os envolvidos, incluindo Daniel Vorcaro, acionista controlador do Banco Master.

Segundo a fonte, a PGR possui a estrutura técnica necessária para realizar as perícias e análises, contando com o auxílio da Polícia Federal.

Divergência na análise de dados

No dia da operação, o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, determinou que o material fosse encaminhado para apreciação da PGR. Essa determinação foi considerada atípica, já que a praxe recente tem sido que a própria PF realize a análise e encaminhe os resultados ao Ministério Público.

A fonte da PGR afirmou que a instituição possui estrutura para realizar a análise do material, desde a extração de dados brutos até a análise da movimentação financeira. A fonte citou como exemplo a análise do material dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro, que resultou em denúncias e outras medidas.

Apesar da determinação de Toffoli, a fonte da PGR garantiu que a relação com a PF é positiva e não há confusão na parte operacional.

Nesta sexta-feira, Toffoli atendeu a um pedido da PF e prorrogou o inquérito sobre o Banco Master por mais 60 dias. Prorrogações sucessivas são comuns em investigações no Supremo, desde que justificadas.

Alinhamento entre PGR e PF

Na quinta-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se reuniram para discutir questões de procedimento entre as duas instituições. Segundo fontes da PGR e da PF, o diálogo teve como objetivo preservar a prova.

A fonte da PGR reforçou que a conversa foi proveitosa e resultou em alinhamento não apenas em relação ao caso Master, mas também em outros casos semelhantes que envolvem os dois órgãos. Foi definida uma estratégia de atuação conjunta, sempre sob supervisão do Supremo.

Fontes das duas instituições reconheceram que o caso é sensível e que o trabalho busca diminuir a tensão.

Liquidação do Banco Master

A fonte da PGR também informou que não há discussão no órgão sobre a possibilidade de se pedir ao Supremo a reversão da liquidação do Banco Master, determinada pelo Banco Central.

O foco da investigação é criminal, apurar as eventuais fraudes na gestão do banco. Desfazer uma decisão administrativa do BC não está em avaliação, destacou a fonte.

Até o momento, ninguém na PGR cogitou um acordo de delação premiada, nem qualquer envolvido procurou o órgão para discutir essa possibilidade. A fonte ressaltou que é pouco provável que isso ocorra antes da análise dos documentos e, mesmo assim, uma eventual colaboração só seria aceita se trouxesse elementos novos a partir dessa avaliação.

Contexto

A operação envolvendo o Banco Master e a subsequente análise pela PGR têm grande relevância para o mercado financeiro e para a sociedade, dada a necessidade de apurar possíveis irregularidades e garantir a estabilidade do sistema financeiro nacional.

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