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Folha Jundiaiense

PEAMA transforma vidas em Jundiaí: 30 anos de inclusão pelo esporte.

Há três décadas, um programa nascido em Jundiaí tem transformado a realidade de milhares de pessoas com deficiência, provando que o esporte é um potente vetor de inclusão e autonomia. Neste domingo, 28 de junho, o PEAMA (Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas) celebrou seus 30 anos de história com uma vibrante caminhada no Parque da Cidade.

O evento reuniu alunos, familiares, professores e voluntários em um cenário de confraternização, marcando não apenas um aniversário, mas a consolidação de uma iniciativa que se tornou política pública permanente em 2025, um marco para a cidade.

Mais que esporte: Três décadas de inclusão que transformam vidas em Jundiaí

A celebração dos 30 anos do PEAMA no Parque da Cidade começou com uma emocionante cerimônia, onde foram homenageados os professores que dedicaram anos à construção e ao fortalecimento do programa. Em seguida, a caminhada uniu todos os participantes em um percurso repleto de significado.

A data não foi apenas um reencontro festivo. O prefeito Gustavo Martinelli aproveitou a ocasião para reafirmar o compromisso da administração com a inclusão, anunciando novos investimentos que prometem expandir ainda mais as ações do programa.

“O grande presente para o PEAMA será entregue em setembro, com a inauguração da piscina adaptada do Complexo Esportivo Dr. Nicolino de Lucca, o Bolão”, revelou Martinelli. Ele também destacou a retomada das atividades de dança na Sala 14, garantindo a continuidade do apoio.

A secretária municipal de Esporte e Lazer, Rita Orsi, uma das idealizadoras do programa, testemunhou a evolução do PEAMA desde a sua implantação. Ela descreve o trabalho como uma constante transformação na vida dos participantes.

“As comemorações acontecem todos os dias. Basta olhar para cada aluno, para cada família e perceber os resultados desse trabalho”, emocionou-se a secretária, sublinhando a importância dos impactos diários do programa.

Impacto na região

O Programa de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas, que nasceu em março de 1996, não apenas enriquece a vida de seus alunos; ele estabeleceu Jundiaí como uma referência nacional no atendimento a pessoas com deficiência. A sua formalização como política pública permanente, em 2025, garante a continuidade e a expansão dessas ações vitais.

Com investimentos concretos, como a futura piscina adaptada no Bolão e o Jardim Sensorial no Mundo das Crianças, a cidade consolida uma rede de apoio que vai além do esporte, abrangendo diversos aspectos da qualidade de vida. Essas iniciativas são cruciais para a comunidade local, oferecendo oportunidades de desenvolvimento, socialização e saúde que impactam diretamente os moradores e suas famílias.

A parceria entre a comunidade e o poder público, muitas vezes impulsionada pelo trabalho voluntário, é um pilar dessa estrutura. Ela demonstra como a colaboração pode fortalecer ações de inclusão, fazendo com que os benefícios alcancem um número maior de cidadãos em toda a região de Jundiaí.

Novos horizontes: Investimentos e desafios para o futuro da inclusão

Além da aguardada piscina adaptada no Bolão, o prefeito Martinelli fez questão de pontuar outras frentes de investimento em prol da inclusão. Mencionou o Jardim Sensorial, localizado no Mundo das Crianças, e o Centro Integrado Girassóis, iniciativas que ampliam o leque de oportunidades para pessoas com deficiência.

O trabalho voluntário, que é a alma de muitos projetos em Jundiaí, foi ressaltado pelo chefe do executivo. Ele enfatizou que essa colaboração entre a população e a administração municipal é fundamental para o sucesso e a perenidade das ações inclusivas na cidade.

Rita Orsi, com a experiência de quem viu o programa sair da teoria e se concretizar, agora foca nos próximos passos. “Hoje, nosso desafio é ampliar o acesso, atender cada vez mais pessoas e reduzir a fila de espera, sempre mantendo a qualidade do atendimento”, completou, indicando a busca por um alcance ainda maior.

Vozes que inspiram: O impacto real do PEAMA na vida dos alunos

As histórias individuais são o testemunho mais potente da relevância do PEAMA. Vanessa Patrícia Rancolletta, diretora do Departamento de Esporte Adaptado da SMEL, explicou que 2026 será um ano para celebrar “muitas conquistas e lutas”.

“Pensamos em um evento que reunisse toda a comunidade. A caminhada representa exatamente isso: unir pessoas por meio da atividade física em um momento de celebração”, afirmou Vanessa, destacando a essência do encontro.

Entre os rostos que participaram da caminhada estava Claudete Machado de Oliveira, uma aluna que há 27 anos encontra no PEAMA um segundo lar. Ela pratica natação, atletismo e arremessos de peso, disco e dardo, vivenciando plenamente os benefícios do esporte adaptado.

“Participar do PEAMA é um grande orgulho. Em primeiro lugar vem a saúde, mas também as competições e, principalmente, o carinho dos professores. O PEAMA é como uma família para nós. Eles mudam a vida de cada um”, compartilhou Claudete, ressaltando a dimensão humana do programa.

O legado de uma família: Transformação e autonomia

Amanda Fonseca, mãe de Giovanna, outra aluna do programa, é a prova viva da transformação que o PEAMA proporciona. Ela viu a filha conquistar marcos significativos que pareciam impossíveis antes do programa.

“A Giovanna aprendeu a andar de bicicleta no PEAMA, algo que não conseguíamos ensinar em casa. Ela também evoluiu muito na natação, participa da dança, do karatê e já fez ciclismo”, contou Amanda, ilustrando a diversidade de habilidades desenvolvidas.

A forma como os profissionais do programa enxergam e valorizam cada aluno também foi um ponto alto para Amanda. “Aqui eles enxergam as potencialidades de cada criança, e não suas limitações. O PEAMA é essencial para a vida dela e, consequentemente, para toda a nossa família”, completou.

O evento contou ainda com a presença de diversas autoridades, como o presidente da Câmara dos Vereadores, Edicarlos Vieira, e o assessor de Políticas para a Pessoa com Deficiência, Caio Ribeiro Daniel, reforçando o apoio institucional.

Jundiaí: Uma jornada pioneira na inclusão pelo esporte

A história do PEAMA não é apenas a de um programa bem-sucedido; é a narrativa de uma cidade que, há mais de três décadas, apostou na inclusão por meio do esporte adaptado. Criado em março de 1996, o programa começou como uma iniciativa visionária, buscando preencher uma lacuna fundamental no atendimento às pessoas com deficiência.

Ao longo dos anos, o PEAMA não apenas se consolidou, mas se tornou um modelo replicável. A sua elevação a política pública permanente em 2025 representou o reconhecimento formal da sua importância vital, garantindo que suas ações perdurem independentemente de mudanças políticas.

Essa trajetória de três décadas é um lembrete contínuo de que o investimento em programas como o PEAMA é um investimento no capital humano e social de uma comunidade. Em um cenário onde a discussão sobre acessibilidade e direitos das pessoas com deficiência ganha cada vez mais força, a experiência de Jundiaí serve de inspiração e reafirma o papel transformador do esporte na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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