Partido se posiciona sobre candidaturas e alianças em meio a negociações políticas

PDT se posiciona para 2026 e afirma que não quer ser tratado como opção secundária para candidaturas em Minas Gerais.
PDT não quer ser plano B de Lula em Minas Gerais
O PDT, com suas movimentações focadas nas eleições de 2026, afirma que não deseja ser tratado como “plano B” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais. O partido está atento às articulações do PT para encontrar um candidato forte ao governo estadual e, nesta semana, Lula recebeu um retorno negativo do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) sobre sua candidatura. Esta recusa reacendeu discussões sobre a posição do PDT nas eleições do próximo ano.
Alexandre Kalil e a candidatura do PDT
Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, filiou-se ao PDT há um mês e é considerado um nome forte para a corrida ao governo de Minas. Sua relação com Lula tem se distanciado nos últimos anos, mas a pressão de líderes do PT, como a ministra Gleisi Hoffmann e Edinho Silva, busca restabelecer esse contato. Edinho está agendado para se reunir com Kalil na próxima semana, o que pode ser um passo significativo nas negociações entre os partidos.
O dilema de Rodrigo Pacheco
A recusa de Rodrigo Pacheco em se aliar a Lula traz à tona a questão sobre seu futuro político. Embora o PDT avalie que a união com o PT é mais coerente, a expectativa em torno de Pacheco ainda persiste. Aliados do senador acreditam que Lula se movimentou tarde demais e que as chances de Pacheco não concorrer são escassas, especialmente com o PSD buscando lançar o vice-governador Mateus Simões como candidato.
Alternativas para o PT em Minas Gerais
Além de Pacheco e Kalil, outras figuras estão sendo consideradas para representar o projeto de Lula em Minas. Nomes como Gabriel Azevedo (MDB), ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, e a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), estão em discussão. Marília, que foi a prefeita mais votada do Brasil em 2024, demonstra preferência por uma candidatura ao Senado. Essa diversidade de opções reflete a complexidade do cenário eleitoral em Minas.
A estratégia do PDT
O PDT deseja unificar o campo progressista em torno de uma única candidatura, mas as conversas ainda estão em estágio inicial. O partido acredita que é fundamental se posicionar com clareza e não ser visto como uma opção secundária nas negociações com o PT. As próximas semanas serão cruciais para definir as alianças e o papel de cada partido na corrida eleitoral.
A dinâmica política em Minas Gerais se intensificará à medida que as eleições se aproximam. O PDT, ao deixar claro que não aceita ser tratado como plano B de Lula, busca consolidar sua relevância no cenário estadual e nacional.