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Novas restrições de saúde para visto americano incluem obesidade grave

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Medida busca evitar que imigrantes se tornem um fardo financeiro para os EUA

Novas restrições de saúde para visto americano incluem obesidade grave
Nova diretriz pode afetar solicitantes de visto. Foto: GettyImages

O visto americano terá novas restrições relacionadas à saúde, incluindo obesidade grave, afetando imigrantes.

Novas diretrizes do Departamento de Estado sobre visto americano

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitiu uma nova diretriz que amplia os critérios de saúde que podem levar à negação de vistos, incluindo casos de obesidade grave. Esta medida, anunciada por fontes do governo de Donald Trump, é destinada a pessoas que aspiram a residir nos Estados Unidos, ao contrário de turistas. A intenção é evitar que imigrantes se tornem um “fardo” para o contribuinte americano.

O que muda com as novas regras

A nova orientação foi disseminada a embaixadas e consulados dos EUA em todo o mundo, conforme confirmado à CNN Brasil, nesta quarta-feira (12), pelo porta-voz adjunto do Departamento de Estado americano, Tommy Pigott. “Não é segredo que o governo Trump está colocando os interesses do povo americano em primeiro lugar. Isso inclui a aplicação de políticas que garantam que o sistema de imigração não seja um fardo para o contribuinte americano”, declarou o porta-voz.

Fontes do governo norte-americano enfatizaram que as novas restrições se aplicam especificamente a vistos para imigrantes, ou seja, aqueles que pretendem viver permanentemente no país. A mudança não afetará o visto B-2, que é destinado a turistas ou pessoas que buscam tratamento médico, desde que possam arcar com seus custos e retornar ao seu país de origem.

A justificativa para as novas restrições

Interlocutores do governo Trump destacaram que, há mais de um século, o Departamento de Estado possui autoridade para negar um visto com base na probabilidade de o solicitante se tornar uma “carga pública” nos Estados Unidos. O objetivo dessa nova medida é proteger os contribuintes americanos por meio de uma triagem rigorosa, impedindo a entrada de imigrantes que não possam custear seus próprios cuidados médicos e que esperem que os cidadãos americanos arcassem com esses custos.

De acordo com a análise da KFF Health News, uma cópia do comunicado do Departamento de Estado indica que “certas condições médicas — incluindo, entre outras, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, câncer, diabetes, doenças metabólicas, doenças neurológicas e problemas de saúde mental — podem exigir cuidados no valor de centenas de milhares de dólares”.

Outras medidas que acompanham as novas diretrizes

Além das restrições de saúde, outras medidas estão sendo implementadas. Entre elas, a obrigação de estudantes e intercambistas de manter seu perfil nas redes sociais público durante o processo de solicitação do visto. Também foi anunciado um aumento na taxa de emissão do visto, que subiu de US$ 185 para US$ 250, e a obrigatoriedade de entrevistas presenciais para os solicitantes.

Essas mudanças refletem um endurecimento nas políticas de imigração que buscam assegurar que os sistemas de saúde e assistência social dos Estados Unidos não sejam sobrecarregados por novos imigrantes que não possam arcar com suas próprias despesas.

Conclusão

As novas diretrizes sobre o visto americano marcam uma mudança significativa na abordagem do governo em relação à imigração. A ênfase na saúde e nas condições financeiras dos solicitantes pode ter um impacto profundo sobre quem consegue ou não acessar a oportunidade de viver nos Estados Unidos. Com a implementação dessas novas regras, o governo espera garantir que os contribuintes americanos não sejam responsabilizados pelos custos de saúde de imigrantes.

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