Entenda as mudanças na adaptação de Guillermo del Toro para o clássico de Mary Shelley

A adaptação de Guillermo del Toro para Frankenstein traz uma nova interpretação da Criatura, protagonizada por Jacob Elordi.
A nova adaptação de Frankenstein na Netflix
A adaptação de Frankenstein, dirigida por Guillermo del Toro e protagonizada por Jacob Elordi, traz uma visão inovadora sobre a Criatura, rompendo com a imagem tradicional estabelecida por Boris Karloff. Lançada pela Netflix, essa versão visa reviver a essência do romance de Mary Shelley, apresentando uma Criatura que evolui não apenas fisicamente, mas também emocionalmente ao longo da narrativa.
O design inovador da Criatura
O design da Criatura foi desenvolvido pelo artista de efeitos especiais Mike Hill, que trabalhou em estreita colaboração com del Toro. Hill enfatizou que a construção do visual exigiu uma reinvenção total. Ele se distanciou completamente das versões anteriores e se concentrou em criar um corpo que refletisse a evolução do personagem. Hill afirmou que “foi aterrorizante” criar algo novo para uma figura tão icônica e conhecida do público.
O processo de caracterização
Para alcançar o resultado desejado, Hill introduziu padrões geométricos no corpo da Criatura, enfatizando que o visual deveria transmitir uma sensação de fabricação, ao invés de restauração. A caracterização de Jacob Elordi foi complexa, envolvendo a aplicação diária de 42 próteses, um processo que levava cerca de 10 horas para ser concluído. Para aliviar o desconforto, a equipe instalou uma sauna no trailer de maquiagem, facilitando a remoção do material.
Estágios da Criatura
A jornada da Criatura na adaptação é marcada por três estágios distintos: infância, adolescência e vida adulta. Essa representação visual reflete a transformação emocional do personagem. Hill também fez questão de que o design dos cabelos da Criatura fosse inspirado diretamente no romance de Shelley, variando de um visual careca a cabelos longos e esvoaçantes.
A paleta de cores e influências
A paleta de cores utilizada no design da Criatura também passou por várias fases, com del Toro desejando tons acinzentados. Hill, por outro lado, buscou incorporar as descrições de Shelley, resultando em tons amarelados e referências ao cinema clássico. O artista fez uma analogia poética, dizendo que queria que a Criatura fosse como “uma borboleta que vira mariposa e depois volta a ser borboleta”.
A presença física de Jacob Elordi
A presença física do ator Jacob Elordi influenciou diretamente o design final. Ao vê-lo pela primeira vez, Hill percebeu que não seria necessário aplicar próteses no maxilar, o que originalmente era parte do design. Elordi acabou expondo mais de seu físico do que o planejado, o que levou a uma redução na quantidade de material aplicado ao corpo.
O momento de realização
O verdadeiro impacto do projeto ocorreu durante a gravação de uma das cenas mais significativas, quando a Criatura carrega Elizabeth escada abaixo. Para Hill, esse foi o instante em que se deu conta da magnitude do que estavam realizando: “estamos fazendo Frankenstein”. Essa adaptação não apenas homenageia a obra original, mas também oferece uma nova perspectiva sobre a história e seus personagens.