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MP pede a prisão de ex-CEO da Hurb.

Guarda Municipal de Jundiaí

MPRJ pede prisão preventiva de ex-CEO da Hurb por descumprimento de medidas cautelares

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou à Justiça a prisão preventiva de João Ricardo Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb. O pedido se baseia no descumprimento de medidas cautelares impostas após sua soltura em processo que o acusa de furto de obras de arte no Rio de Janeiro.

Detenção e Soltura Recente

João Ricardo Mendes foi detido novamente na segunda-feira, 5 de janeiro, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará. Ele foi flagrado com um documento falso e a tornozeleira eletrônica descarregada, equipamento que deveria estar utilizando por determinação judicial.

Inicialmente preso em abril de 2025, sob acusação de furtar obras de arte de um hotel e de um escritório de arquitetura no Rio de Janeiro, Mendes obteve liberdade provisória em agosto, mediante o cumprimento de medidas cautelares. Após audiência de custódia realizada no Ceará na terça-feira, 6 de janeiro, ele foi novamente colocado em liberdade provisória.

MPRJ Alega Descumprimento Reincidente

No pedido encaminhado à 32ª Vara Criminal da Capital, o MPRJ argumenta que João Ricardo Mendes tem descumprido reiteradamente as determinações judiciais. Além da recente detenção, o Ministério Público afirma que o ex-CEO não apresenta relatórios médicos ao processo desde setembro, outra das obrigações impostas pela Justiça.

O MPRJ considera que esses episódios demonstram desrespeito às medidas cautelares e justificam o retorno de Mendes à prisão.

A investigação aponta que imagens de câmeras de segurança mostram João Ricardo Mendes retirando obras avaliadas em cerca de R$ 28 mil de um hotel e de um escritório de arquitetura, ambos localizados em um shopping no Rio. Ele também responde por adulteração de identificação de veículo.

Crise na Hurb

João Ricardo Mendes ganhou notoriedade durante a crise da Hurb, em 2023, quando a empresa cancelou milhares de viagens vendidas a clientes. Apesar das promessas de remarcação e reembolso, muitos consumidores alegam não ter recebido os valores devidos. A crise culminou no afastamento de Mendes da direção da empresa.

Posicionamento da Defesa

O advogado Vicente Donnici declarou ao g1 que, na audiência de custódia realizada na terça-feira, tanto o Ministério Público quanto o juiz responsável concordaram com a soltura de João Ricardo Mendes no caso do Ceará.

Segundo Donnici, a prioridade no momento é o restabelecimento da saúde de Mendes, com acompanhamento médico adequado.

O advogado também afirmou que não há “nenhuma informação confirmada e/ou nos autos, prestada por qualquer autoridade, que a tornozeleira estava descarregada”.

Contexto

O caso de João Ricardo Mendes, ex-CEO da Hurb, e o pedido de prisão preventiva pelo MPRJ, ressaltam a importância do cumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça e as consequências de seu descumprimento, além de reacender o debate sobre a situação da Hurb e os direitos dos consumidores afetados pela crise da empresa.

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