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Moraes exige documentos sobre saúde de Heleno para decidir sobre prisão domiciliar

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General Augusto Heleno está preso e a sua defesa apresenta alegações de saúde para solicitar tratamento em casa

Moraes exige documentos sobre saúde de Heleno para decidir sobre prisão domiciliar
General Augusto Heleno. Foto: Ton Molina/STF

Ministro Moraes solicita documentos para avaliar pedido de prisão domiciliar do general Heleno, que alega problemas de saúde.

Exigências de documentos para a defesa do general Heleno

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão crucial ao exigir uma série de documentos para avaliar o pedido de prisão domiciliar do general Augusto Heleno. Desde a última terça-feira (29), Heleno se encontra preso no Comando Militar do Planalto, em Brasília, após ser condenado por sua participação em um plano de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

Durante um exame de corpo de delito, o general alegou que convive com Alzheimer desde 2018, o que levou a Procuradoria-Geral da República a manifestar-se a favor da concessão de prisão domiciliar. No entanto, antes de tomar uma decisão, Moraes quer revisar todos os dados que a defesa deve apresentar em cinco dias. Essa análise será fundamental para que o ministro possa decidir se a prisão domiciliar é apropriada.

Documentos solicitados por Moraes

As informações requisitadas por Moraes são extensas e detalhadas. Ele pede:

  • O exame inicial que identificou ou registrou sintomas do diagnóstico de demência mista (Alzheimer e vascular) em 2018;
  • Todos os relatórios, exames, avaliações médicas, neuropsicológicas e psiquiátricas produzidos desde então, incluindo prontuários e laudos evolutivos;
  • Documentos que comprovem as consultas médicas realizadas e os profissionais que acompanharam a evolução do quadro de Heleno.

Esses documentos são essenciais para determinar se Heleno realmente necessita cumprir sua pena em casa, dada a alegação de sua condição de saúde.

Contexto da saúde do general

Moraes enfatizou que o período em que Heleno alega ter a doença coincide com seu tempo como ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O ministro quer saber se, durante esse período, o general comunicou seu diagnóstico a algum órgão governamental, como o serviço de saúde da Presidência da República.

Além disso, Moraes determinou que todas as informações relacionadas ao caso sejam mantidas em sigilo, devido à natureza sensível da vida privada do militar.

Manifestação da Procuradoria-Geral

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou apoio à concessão de prisão domiciliar com base em razões humanitárias, considerando a idade e a condição clínica do general. Gonet argumenta que a jurisdição da Suprema Corte permite a prisão domiciliar para condenados que enfrentam doenças graves que não podem ser tratadas de forma adequada em estabelecimentos prisionais.

Relatório médico e estado de saúde atual

Heleno apresentou um relatório médico ao Exército, no qual se afirma que ele sofre de perda de memória recente, prisão de ventre e hipertensão. Durante a avaliação, o militar se queixou apenas de dor nas costas, mas, segundo a médica responsável pelo exame, o general estava em bom estado geral e lúcido, com sinais vitais normais.

A defesa de Heleno, representada pelo advogado Matheus Mayer Milanez, optou por não comentar a situação de saúde do general, afirmando que a confidencialidade e a dignidade da pessoa humana devem ser respeitadas. Em nota, a defesa reiterou que não divulgará detalhes sobre o quadro de saúde do militar, em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da OAB.

Essa situação continua a ser monitorada de perto, à medida que os documentos solicitados são aguardados para que a decisão final sobre a prisão domiciliar possa ser tomada.

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