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Folha Jundiaiense

México vence África do Sul na abertura da Copa em jogo com três expulsões

O México abriu a Copa do Mundo de 2026 com vitória sobre a África do Sul por 2 a 0, nesta quinta-feira (11), no Estádio Azteca, Cidade do México. A seleção anfitriã dominou o Grupo A do Mundial em sua estreia, com gols de Juan Quiñones e Raúl Jiménez, solidificando a força de jogar em casa.

A partida inaugural marcou um momento histórico para o estádio e para a arbitragem. Mais de 80 mil torcedores viram o México dar o primeiro passo na competição que celebra a inédita co-organização de três países.

O time da casa impôs ritmo desde o início. Aos oito minutos, uma falha na saída de bola sul-africana permitiu que Érik Lira desarmasse Sphephelo Sithole. A bola sobrou para o atacante Juan Quiñones, que finalizou sem chances para o goleiro Ronwen Williams, anotando o primeiro gol da Copa.

Mesmo com a vantagem, o México não acelerou de forma desenfreada. Manteve o controle, girou a bola, buscando espaços. Quase ampliou aos 41 minutos, novamente com Quiñones, que acertou a trave esquerda da África do Sul após boa jogada de Brian Gutiérrez.

A etapa final começou com o mesmo roteiro. Logo no primeiro minuto, outra recuperação de bola na entrada da área africana. Alvaro Fidalgo desarmou, cruzou rasteiro, e Gutiérrez arriscou de fora da área, por cima.

A situação sul-africana piorou aos quatro minutos. O volante Sithole, já amarelado, cometeu falta em Gutiérrez, impedindo um ataque claro do México. Recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. A África do Sul ficou com dez jogadores.

A superioridade numérica, porém, não alterou a postura cadenciada do México. A torcida local manifestou certa impaciência com a lentidão da equipe, que mantinha a posse, mas demorava a concretizar novas chances.

A calmaria no placar foi quebrada em dois momentos seguidos que levantaram o Azteca. Aos 20 minutos, o técnico Javier Aguirre promoveu a entrada de Gilberto Mora, de 17 anos, apontado como uma das grandes promessas do futebol mexicano.

No minuto seguinte, o segundo gol. Quiñones iniciou um contra-ataque rápido, servindo Roberto Alvarado pela direita. O cruzamento encontrou a cabeça de Raúl Jiménez, que ampliou o placar e igualou Jared Borgetti como segundo maior artilheiro da história da seleção mexicana, com 46 gols.

A África do Sul não conseguiu esboçar reação. Perdeu mais um jogador. Aos 36 minutos, após revisão do VAR, o árbitro Wilton Pereira Sampaio expulsou o meia Themba Zwane, por atingir o rosto de Alvarado em lance sem bola.

A partida se encaminhava para o fim, mas a arbitragem brasileira ainda teve trabalho. Nos acréscimos, César Montes, zagueiro do México, derrubou Khuliso Mudau perto da área, impedindo uma investida perigosa. Mais um cartão vermelho, o terceiro do jogo. O incidente não alterou o resultado já consolidado.

Arbitragem Brasileira e Marcos Históricos

Pela primeira vez na história das Copas do Mundo, um trio de arbitragem brasileiro comandou o jogo de abertura. A responsabilidade coube a Wilton Pereira Sampaio (GO), auxiliado por Bruno Pires (GO) e Bruno Boschilia (PR). A atuação foi firme, com decisões cruciais revisadas pelo VAR.

O Estádio Azteca, palco da vitória mexicana, consolidou-se como um ícone do futebol mundial. Tornou-se o primeiro a receber partidas em três edições diferentes do torneio (1970, 1986 e 2026). É um feito que sublinha a tradição do México no esporte.

No próximo ano, o Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, alcançará marca similar no Brasil, sendo o pioneiro a sediar jogos em três Mundiais – 1950 e 2014 para a categoria masculina, e a Copa do Mundo Feminina do Brasil em 2027.

Cenário do Grupo A e Próximos Jogos

A chave do México, quase integralmente disputada em território mexicano, é formada também por Coreia do Sul e República Tcheca. As duas seleções se enfrentam ainda nesta quinta-feira (11), às 23h (horário de Brasília), no Estádio Akron, em Zapopan.

O próximo desafio do México será em 18 de junho, às 13h, contra a Coreia do Sul. Essa será a única partida do grupo a ser realizada nos Estados Unidos, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, reforçando a natureza transnacional da Copa do Mundo de 2026. No mesmo dia, a África do Sul encara a República Tcheca às 22h, de volta ao Estádio Akron.

A vitória inicial coloca o México em posição confortável para buscar a classificação. Jogar a maior parte da fase de grupos em casa, com o apoio de sua torcida, é uma vantagem significativa para os anfitriões.

Contexto

A Copa do Mundo de 2026 representa uma expansão histórica do torneio, com 48 seleções e três países-sede: México, Canadá e Estados Unidos. O novo formato visa aumentar a participação global e distribuir os custos e benefícios do evento. Para o México, ser anfitrião pela terceira vez reforça sua identidade futebolística e projeta sua capacidade organizacional no cenário internacional. A vitória na estreia, em casa, é um passo simbólico e prático para o país, que busca capitalizar o impacto econômico e social de um evento dessa magnitude, impulsionando o turismo e o engajamento cívico.

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