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MBRF registra forte queda após alta expressiva em pregões recentes

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Entenda os fatores que levaram a MBRF a um segundo dia de perdas significativas após um crescimento acelerado.

MBRF registra forte queda após alta expressiva em pregões recentes
Ações da MBRF enfrentam forte volatilidade. Foto: Divulgação / BRF

Após saltar 36% em seis pregões, ações da MBRF enfrentam forte queda. Entenda os fatores por trás dessa movimentação.

MBRF enfrenta forte correção após alta expressiva

As ações da MBRF (MBRF3) surpreenderam o mercado ao registrar uma alta de 36% em apenas seis pregões, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2025 no dia 10 de novembro. No entanto, o que parecia ser um momento de celebração para os investidores rapidamente se transformou em um cenário de incerteza, com os papéis da MBRF caindo 8,05% na terça-feira e mais de 8% nesta quarta-feira (19).

Análise do mercado e expectativas

Além da MBRF, outros frigoríficos também enfrentaram quedas significativas. Os papéis da Minerva (BEEF3) caíram 4,12%, enquanto na Bolsa de Nova York, os ativos da JBS (BDR: JBSS32) também apresentaram uma desvalorização de cerca de 2%. Para um analista consultado pelo InfoMoney, essa correção nos preços está diretamente relacionada ao movimento de realização de lucros, que ocorre quando os investidores decidem vender suas ações após um período de alta. “Minerva tem fundamentos para subir, JBS menos e MBRF não tem tanto espaço para subir”, avaliou o especialista, destacando a maior posição alugada da MBRF e o apetite do mercado para venda.

Taxa de aluguel das ações e seus impactos

O relatório da Ágora Investimentos revelou que a taxa de aluguel das ações da MBRF era a terceira maior do Ibovespa, alcançando 23,93%, atrás apenas de Hapvida (HAPV3) e Raízen (RAIZ4). Essa taxa elevada indica uma forte demanda por operações de aluguel, onde investidores que possuem ações as emprestam a outros que apostam na queda do preço (posição short). Com a alta demanda pelo aluguel, a taxa para essa operação também aumenta, refletindo a volatilidade do papel.

Divergência nas recomendações de mercado

O mercado se mostra dividido em relação às ações da MBRF. De acordo com a compilação da LSEG, entre dez casas que cobrem os ativos, quatro possuem recomendação de compra, cinco com recomendação neutra e uma com recomendação de venda. O Goldman Sachs, por exemplo, sugere a compra das ações, enquanto instituições como a XP e o Bradesco BBI mantêm uma posição neutra. O BBI observa que as ações estão sendo negociadas com um prêmio em relação aos seus pares, o que pode indicar um cenário menos favorável para o setor de proteínas, diante da provável desaceleração do ciclo de aves.

Além disso, a XP recomenda cautela, afirmando que espera por um horizonte mais claro antes de se posicionar nas ações da MBRF. A instituição menciona a necessidade de avaliar novos fatores que podem influenciar o desempenho do papel, como a recompra de ações, aumento de participação na BRF, pagamento de direitos de retirada e dividendos.

Conclusão

Diante desse cenário, a volatilidade das ações da MBRF reflete a dinâmica complexa do mercado, onde fatores internos e externos podem influenciar diretamente as decisões dos investidores. A expectativa é de que o mercado continue a reagir a novas informações e análises, e os investidores devem estar atentos às recomendações das instituições financeiras na hora de tomar decisões sobre suas carteiras.

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