Feliciano critica Hilton após manifestação sobre suspensão de missas de Lancellotti
O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) criticou a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) após a parlamentar se manifestar publicamente sobre a decisão do cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de são paulo, de suspender as transmissões ao vivo das missas celebradas pelo padre Júlio Lancellotti.
Hilton manifesta solidariedade e questiona decisão
Erika Hilton expressou solidariedade aos fiéis da paróquia, especialmente àqueles com mobilidade reduzida e aos que trabalham aos domingos, que serão afetados pela suspensão das transmissões. A deputada informou que está oficiando a Embaixada do Vaticano e o próprio dom Odilo Scherer, solicitando a reavaliação da medida.
Em sua manifestação, Hilton elogiou o trabalho do padre Júlio Lancellotti e lamentou a decisão, argumentando que ela prejudica o trabalho de alguém que se dedica a ajudar o próximo.
Feliciano responde com críticas
As declarações de Erika Hilton motivaram uma resposta pública de Marco Feliciano, que utilizou sua coluna no site Pleno.News para criticar a deputada. Feliciano afirmou que a atitude de Hilton demonstra “petulância” e desrespeito à hierarquia da Igreja Católica.
Feliciano argumentou que, na Igreja Católica, a palavra final é do bispo e que questionar a decisão de dom Odilo Scherer demonstra desconhecimento da estrutura religiosa.
Suspensão das transmissões
As missas celebradas pelo padre Júlio Lancellotti eram transmitidas ao vivo pela Rede TVT, pelo portal ICL e pelo YouTube. No domingo, 14 de abril, durante uma celebração, o padre informou que aquela seria uma das últimas transmissões.
Segundo Lancellotti, dom Odilo Scherer determinou, além da suspensão das transmissões, o seu afastamento das redes sociais para “recolhimento e proteção”. Questionado sobre sua concordância com a decisão, o padre respondeu que “tem apenas que obedecer”.
Contexto
A controvérsia envolvendo a suspensão das missas do Padre Júlio Lancellotti e a subsequente reação de figuras políticas como Erika Hilton e Marco Feliciano ilustra a interseção entre religião, política e questões sociais, gerando debates sobre liberdade religiosa, hierarquia eclesiástica e o papel da igreja na sociedade.