Silas Malafaia critica homenagem a Lula em desfile de escola de samba e questiona apoio evangélico
O pastor Silas Malafaia criticou o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval do Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia classificou a apresentação como um ato político e questionou se o caso terá as mesmas consequências jurídicas aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Críticas ao Desfile e Financiamento
No vídeo, o pastor se dirige diretamente aos evangélicos, alertando sobre o posicionamento de Lula. Ele questiona se o presidente enfrentará um processo de inelegibilidade semelhante ao de Bolsonaro. Malafaia também mencionou o repasse de recursos federais às escolas de samba por meio da Embratur, argumentando que, com o financiamento público, as escolas não deveriam fazer propaganda para o governo ou para Lula.
Reação à Ala que Ironizou Evangélicos
Malafaia expressou descontentamento com uma ala do desfile que ironizou conservadores e evangélicos, afirmando que a escola estaria “debochando da nossa fé porque acreditamos na família homem, mulher e sua prole”. Ele questionou como um cristão poderia apoiar Lula, negando, segundo ele, os fundamentos de sua fé. O pastor ainda citou uma fala de Lula no Foro de São Paulo de 2023, na qual o presidente afirma enfrentar “o discurso do costume, o discurso da família, o discurso do patriotismo”, e contrapôs, afirmando serem esses os “fundamentos da fé de um verdadeiro cristão, de um verdadeiro evangélico”.
Convocação para Ato na Avenida Paulista
Ao final do vídeo, Silas Malafaia convocou seus seguidores para um ato público na Avenida Paulista, em São Paulo, marcado para o primeiro domingo de março, a partir das 14h. Ele encerrou a mensagem com uma oração: “Deus tenha misericórdia do Brasil, abençoe você e sua família”.
Contexto
A declaração de Silas Malafaia ocorre em um cenário de polarização política e crescente engajamento de líderes religiosos em questões políticas. A reação ao desfile da Acadêmicos de Niterói reflete tensões entre diferentes grupos ideológicos e levanta debates sobre a relação entre religião, política e financiamento público no contexto do Carnaval.