Brasil se junta a países na ONU para condenar expansão de Israel na Cisjordânia
O governo brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, formalizou na terça-feira (17) sua adesão a um comunicado emitido na Organização das Nações Unidas (ONU) que critica as ações de Israel na Cisjordânia. O documento, que reúne o apoio de mais de 90 países e organizações internacionais, foi apresentado na sede da ONU, em Nova York.
Críticas à Expansão de Assentamentos e Ações de Segurança
O texto centraliza suas críticas na expansão dos assentamentos judaicos em território palestino e no aumento das operações de segurança israelenses direcionadas aos residentes locais. Os signatários argumentam que tais medidas representam uma violação do direito internacional e das resoluções estabelecidas pela própria ONU, demandando a imediata reversão dessas decisões.
Posicionamento do Itamaraty
Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) reiterou a condenação do Brasil “às decisões e medidas unilaterais israelenses destinadas a expandir a presença ilegal de Israel na Cisjordânia”. A nota enfatiza ainda a “firme oposição a qualquer forma de anexação” de territórios.
Rejeição a Alterações Demográficas
O comunicado também expressa “rejeição a todas as medidas destinadas a alterar a composição demográfica, o caráter e o status do Território Palestino Ocupado desde 1967, incluindo Jerusalém Oriental”, argumentando que tais ações comprometem os esforços de paz e a estabilidade regional.
Apresentação na ONU e Apoio Internacional
O anúncio do comunicado foi feito pelo embaixador da Palestina na ONU, Riyad Mansour, com a presença do embaixador do Brasil na ONU, Sérgio França Danese. Além do Brasil, o documento recebeu o apoio de países como Reino Unido, Itália, Indonésia, Turquia e Espanha, bem como da União Europeia. O texto, embora represente um forte posicionamento político, não possui efeito prático obrigatório. Estados Unidos, Argentina e Israel não assinaram o documento.
Reação Interna no Brasil
Após o posicionamento do governo federal, o senador Carlos Viana apresentou uma moção de repúdio no Senado Federal contra a decisão do Executivo brasileiro.
Contexto
A crescente tensão entre Israel e Palestina, marcada pela expansão de assentamentos israelenses em territórios palestinos, tem gerado preocupação internacional. A declaração na ONU reflete um esforço diplomático para pressionar por uma solução pacífica e pelo respeito ao direito internacional na região.