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Folha Jundiaiense

Lista revela senadores que votam pela rejeição de Messias ao STF

Senado Rejeita Indicação de Jorge Messias para o STF em Votação Crucial

O Senado Federal rejeita, nesta quarta-feira (29), a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão representa um revés significativo para a nomeação, que exigia o apoio de pelo menos 41 senadores, configurando a maioria simples do plenário. Messias obteve 34 votos favoráveis, enfrentando 42 contrários e registrando uma abstenção.

A rejeição de uma indicação para a mais alta corte do país é um evento raro, que sublinha a autonomia do Poder Legislativo. O processo de sabatina e votação de um ministro do STF é uma das atribuições mais importantes do Senado, impactando diretamente a composição e a jurisprudência da Suprema Corte por décadas. A não aprovação de Jorge Messias inicia um novo ciclo de articulações para a vaga em aberto.

Para que a indicação fosse aprovada, o candidato necessitava de **41 votos** mínimos, o que representa a maioria absoluta dos 81 membros do Senado, conforme regimento interno para indicações de autoridades. A contagem final, com 34 votos a favor e 42 contra, demonstra uma clara oposição à nomeação do Advogado-GGeral da União, destacando as complexas dinâmicas políticas dentro do Congresso Nacional.

A cadeira no STF é cobiçada, e a rejeição de Messias abre espaço para que o governo recalibre sua estratégia de indicação. O posto de **ministro do Supremo Tribunal Federal** é vital para a estabilidade jurídica e política do Brasil, influenciando decisões de grande repercussão nacional em áreas como direito constitucional, penal e administrativo.

O Mecanismo do Voto Secreto e a Relevância do Quórum Senatorial

A votação para a indicação de autoridades no Senado Federal acontece de forma secreta. Este procedimento permite que os senadores exerçam seus votos sem a necessidade de uma declaração pública de sua posição, teoricamente protegendo-os de pressões externas ou partidárias. No entanto, o sigilo também gera debates sobre a transparência do processo e a responsabilidade dos parlamentares perante seus eleitores.

O sistema eletrônico do Senado registra apenas a participação do senador, indicando se ele “votou” ou “não votou”, mas sem especificar se o voto foi a favor ou contra a indicação. Esta característica confere uma camada de complexidade à análise do resultado, tornando impossível identificar nominalmente quem apoiou ou se opôs a Jorge Messias. A falta de rastreabilidade individual dos votos pode, em alguns casos, influenciar a estratégia dos partidos.

Apesar do sigilo, a dinâmica da votação é acompanhada com grande interesse por observadores políticos e pela sociedade. A contagem final, 34 a favor e 42 contra, com uma abstenção, reflete um número significativo de senadores que expressaram sua posição. Este resultado mostra que, mesmo em um voto secreto, há uma mobilização clara de forças políticas que culmina na **decisão final do plenário**.

A Estratégia das Ausências: Senadores que Não Participaram da Decisão

A não participação na votação de uma indicação ao STF pode ter diferentes motivações, que vão desde compromissos oficiais até estratégias políticas deliberadas. No caso da sabatina de Jorge Messias, alguns senadores não registraram voto, impactando o quórum e, potencialmente, o resultado final da deliberação. A ausência de um parlamentar em um pleito tão relevante sempre gera questionamentos e interpretações diversas.

Quatro senadores não participaram da votação. Entre eles, Cid Gomes (PSB-CE) estava em missão, o que constitui uma justificativa oficial para sua ausência. Já o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) e Wilder Morais (PL-GO) não compareceram ao ato de votação.

O senador Marcos Pontes utilizou suas redes sociais para esclarecer sua posição, afirmando: “Não votar significa votar não de forma aberta para todos verem!”. Essa declaração sugere que, para alguns, a abstenção ou a ausência configura uma forma de voto contrário, mas sem a necessidade de um posicionamento explícito. A ausência, portanto, pode ser uma tática para manifestar descontentamento sem gerar o ônus político de um voto direto.

Durante o processo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que Marcos Pontes e Wilder Morais estavam presentes na sessão, mas optaram por não votar. Esta distinção é crucial: eles tinham a oportunidade de votar, mas escolheram não fazê-lo. Por sua vez, Oriovisto Guimarães (PSDB) confirmou ao site PlatôBR que estava viajando ao exterior e, por isso, não participaria da votação, apresentando uma justificativa de força maior para sua ausência.

Detalhes da Votação: Quem Esteve Presente e os Números da Rejeição

O plenário do Senado Federal testemunhou uma votação expressiva, com a participação de 77 senadores no momento da decisão sobre a indicação de Jorge Messias. A lista dos que estiveram presentes e registraram seu voto abrange uma ampla gama de legendas e espectros políticos, refletindo a polarização e a relevância do tema. A proporção de 34 votos favoráveis versus 42 contrários, além de uma abstenção, sela o destino da indicação.

A seguir, a lista detalhada dos senadores que participaram ativamente do processo de votação:

  • Alan Rick (REPUBLICANOS-AC)
  • Alessandro Vieira (MDB-SE)
  • Ana Paula Lobato (PSB-MA)
  • Angelo Coronel (REPUBLICANOS-BA)
  • Beto Faro (PT-PA)
  • Camilo Santana (PT-CE)
  • Carlos Fávaro (PSD-MT)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Carlos Viana (PSD-MG)
  • Chico Rodrigues (PSB-RR)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Cleitinho (REPUBLICANOS-MG)
  • Confúcio Moura (MDB-RO)
  • Damares Alves (REPUBLICANOS-DF)
  • Daniella Ribeiro (PP-PB)
  • Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP)
  • Dr. Hiran (PP-RR)
  • Dra. Eudócia (PSDB-AL)
  • Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Eduardo Girão (NOVO-CE)
  • Eduardo Gomes (PL-TO)
  • Efraim Filho (PL-PB)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Esperidião Amin (PP-SC)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Fernando Dueire (PSD-PE)
  • Flávio Arns (PSB-PR)
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Giordano (PODEMOS-SP)
  • Hamilton Mourão (REPUBLICANOS-RS)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Irajá (PSD-TO)
  • Ivete da Silveira (MDB-SC)
  • Izalci Lucas (PL-DF)
  • Jader Barbalho (MDB-PA)
  • Jaime Bagattoli (PL-RO)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Jayme Campos (UNIÃO-MT)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Jorge Seif (PL-SC)
  • Laércio Oliveira (PP-SE)
  • Leila Barros (PDT-DF)
  • Lucas Barreto (PSD-AP)
  • Luis Carlos Heinze (PP-RS)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Mara Gabrilli (PSD-SP)
  • Marcelo Castro (MDB-PI)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Marcos do Val (AVANTE-ES)
  • Marcos Rogério (PL-RO)
  • Nelsinho Trad (PSD-MS)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Professora Dorinha Seabra (UNIÃO-TO)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Renan Calheiros (MDB-AL)
  • Renan Filho (MDB-AL)
  • Roberta Acioly (REPUBLICANOS-RR)
  • Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
  • Rogerio Marinho (PL-RN)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Romário (PL-RJ)
  • Sergio Moro (PL-PR)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Soraya Thronicke (PSB-MS)
  • Styvenson Valentim (PODEMOS-RN)
  • Teresa Leitão (PT-PE)
  • Tereza Cristina (PP-MS)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • Wellington Dias (PT-PI)
  • Wellington Fagundes (PL-MT)
  • Weverton (PDT-MA)
  • Zenaide Maia (PSD-RN)
  • Zequinha Marinho (PODEMOS-PA)

Implicações Políticas: O Que a Não Aprovação Significa para a AGU e o Governo

A rejeição da indicação de Jorge Messias representa um considerável **revés político** para o governo que o indicou. A não aprovação expõe dificuldades na articulação política e na construção de consenso no Congresso, um elemento essencial para a governabilidade. O governo agora enfrenta a necessidade de propor um novo nome para a vaga no STF, o que demanda uma reavaliação de estratégias e negociações com os partidos.

Para a Advocacia-Geral da União (AGU), a permanência de Messias no cargo é confirmada, visto que sua indicação ao STF não foi bem-sucedida. No entanto, o episódio pode gerar questionamentos sobre a força política do órgão e de seu líder. A AGU desempenha um papel fundamental na defesa judicial e extrajudicial da União, atuando como o principal órgão consultivo do Poder Executivo.

A decisão do Senado reforça o poder de fiscalização e autonomia da Casa em relação às indicações presidenciais. Este cenário pode influenciar futuras nomeações para outras posições estratégicas que exigem a aprovação do Congresso, como diretores de agências reguladoras e embaixadores. O Senado demonstra sua capacidade de barrar nomes, mesmo os de alta confiança do Executivo, reafirmando seu papel como **contrapeso**.

Contexto

As indicações para o Supremo Tribunal Federal são momentos de alta tensão política no Brasil, determinando a composição da corte que interpreta a Constituição e molda o direito no país. O processo de sabatina no Senado Federal é uma etapa crucial que visa garantir a idoneidade e o preparo técnico dos indicados, consolidando o papel do Poder Legislativo como um filtro para as mais altas funções do Judiciário brasileiro. A rejeição de uma nomeação, como a de Jorge Messias, sublinha a relevância do escrutínio senatorial e a complexidade das articulações políticas que envolvem as decisões mais importantes da República.

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