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Justiça refuta pedido de impedimento da Refit em julgamento da ANP

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Decisão judicial permite que diretores da ANP votem sobre a interdição da refinaria no Rio de Janeiro

Justiça refuta pedido de impedimento da Refit em julgamento da ANP
A Justiça decide sobre pedido da Refit. Foto: Divulgação/Receita Federal

Justiça nega pedido da Refit para impedir diretores da ANP de votarem sobre interdição da refinaria.

Justiça nega pedido da Refit para afastar diretores da ANP

A Justiça Federal da 1ª Região decidiu, nesta data, que a Refit (ex-Refinaria de Manguinhos) não poderá impedir os diretores da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Pietro Mendes e Symone Araújo, de participar do processo de votação sobre a interdição da refinaria localizada no Rio de Janeiro. O juiz Renato Borelli, da 4ª Vara, fundamentou sua decisão na ausência de evidências que comprovem descumprimentos formais por parte do colegiado da ANP.

Contexto da interdição

Em um processo separado, a Justiça também rejeitou um pedido da Refit para suspender a interdição da refinaria. A empresa argumentava que Mendes e Araújo estavam agindo de forma não transparente na ANP e, portanto, deveriam ser afastados da análise do caso. Contudo, o juiz destacou que não foram apresentadas provas concretas que sustentassem essas alegações. A decisão reforça a autonomia da ANP em suas deliberações.

Apreensão de carga pela Receita Federal

A questão central envolvendo a Refit remete à apreensão de uma carga pela Receita Federal em quatro navios que chegavam ao Brasil. A empresa alegou que os insumos apreendidos eram destinados à produção de gasolina, mas a ANP constatou que se tratava de produto já acabado, caracterizando sonegação fiscal. O Fisco iniciou investigações para apurar possíveis irregularidades na importação de derivados de petróleo.

Argumentos da Refit e resposta da ANP

No pedido de impedimento, a Refit sustentou que os diretores Mendes e Araújo não deveriam participar do processo, pois a inspeção que levou à interdição ocorreu sem o conhecimento dos outros diretores da ANP. A empresa ainda alega que Mendes, por ter sido presidente do Conselho da Petrobras, teria interesses conflitantes que prejudicariam a Refit. No entanto, a ANP afirmou que os diretores apenas acompanharam o processo, sem comandar as superintendências responsáveis pela fiscalização.

Operações e investigações em andamento

A Refinaria de Manguinhos foi alvo da Operação Carbono Oculto em 28 de agosto, que investiga a possibilidade de que o combustível abastecido pela Refit estivesse vinculado a redes de postos de gasolina controladas por organizações criminosas. Além disso, a Receita Federal apura a sonegação fiscal relacionada à importação de nafta e outros derivados de petróleo. Em uma operação subsequente, denominada Cadeia de Carbono, quatro navios que transportavam cargas da Refit foram apreendidos.

Megaoperação contra o Grupo Refit

Em 27 de novembro, uma megaoperação chamada Poço de Lobato foi deflagrada, envolvendo 621 agentes públicos e resultando em mandados de busca e apreensão contra 190 alvos ligados ao Grupo Refit, que é acusado de ser um dos maiores devedores de ICMS no Brasil. A empresa negou as irregularidades e contestou os débitos tributários, afirmando que suas práticas são comuns entre empresas que divergem de cobranças tributárias.

Conclusão

A decisão da Justiça em negar o pedido da Refit reflete a complexidade do caso e a necessidade de uma análise mais aprofundada das práticas da empresa. A continuidade das investigações poderá trazer novos desdobramentos e implicações não apenas para a Refit, mas também para o setor de combustíveis no Brasil.

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