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Jundiaí programa remoção de 3,5 toneladas de cabos desativados em 2026

Mais de 3,5 toneladas de cabos em desuso foram retiradas das ruas de Jundiaí apenas nos primeiros meses de 2026. A impressionante quantia revela a dimensão de um problema urbano que, por vezes, passa despercebido, mas que impacta diretamente a segurança e a paisagem da cidade.

Este esforço, que já reorganizou a fiação aérea em 661 postes e percorreu 25 quilômetros de rede, busca muito mais do que estética. A iniciativa visa reduzir riscos reais para pedestres, ciclistas e motociclistas que transitam pelas 48 ruas e avenidas já alcançadas pela operação.

O Saldo Pesado de uma Fiação Invisível

Desde janeiro, uma verdadeira força-tarefa atua incansavelmente para desfazer o emaranhado de fios que se acumulam nos postes da cidade. Este mutirão, realizado em conjunto pela Prefeitura de Jundiaí, CPFL Piratininga e diversas empresas de telecomunicações, é um movimento contínuo.

Semanalmente, equipes removem os fios sem utilização e reorganizam aqueles que permanecem ativos. O trabalho não é apenas de limpeza, mas de readequação de uma infraestrutura que cresceu desordenadamente.

Impacto na região

A presença de cabos soltos ou abandonados em postes vai muito além da poluição visual. Para os moradores de Jundiaí, a ação se traduz em maior segurança nas calçadas e vias, prevenindo acidentes que podem ir de tropeços a choques elétricos.

Motociclistas e ciclistas, particularmente vulneráveis, ganham ruas mais seguras, livres do perigo de fios baixos que podem causar quedas graves. A valorização estética das áreas urbanas também é um benefício direto, impactando a percepção da cidade por seus habitantes.

Vianelo: O Bairro que Vê a Mudança Acontecer

Na última quarta-feira, a operação concentrou seus esforços em uma nova frente: a Rua Bom Jesus de Pirapora, no bairro do Vianelo. Esta etapa inicial contempla intervenções em 19 postes, especialmente no trecho próximo à movimentada Rua Marcílio Dias.

A Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (SMISP) enfatiza o compromisso com a organização e a segurança dos espaços públicos. A colaboração entre o município, a concessionária de energia e as operadoras de telefonia e internet é o pilar deste projeto.

O secretário Jeferson Coimbra reforça a relevância da ação contínua. “A retirada dos cabos em desuso e o reordenamento da fiação contribuem para a segurança da população e para a organização visual da cidade”, afirmou Coimbra.

O Risco Oculto para Crianças e Condutores

Para quem vive e trabalha em áreas como o Vianelo, os benefícios são tangíveis. Maraisa Caparelli, empresária do ramo de alimentos na região, conhece bem os perigos que a fiação desorganizada pode representar no cotidiano de Jundiaí.

Ela destaca a preocupação com a segurança de crianças, que circulam diariamente perto de uma escola local. “Aqui tem uma escola e muitas crianças. Os cabos caídos representam um risco, porque elas podem mexer nos fios sem ter noção do perigo”, alertou.

Além dos pequenos, Maraisa também aponta os riscos para motociclistas, ciclistas e pedestres. Fios baixos ou soltos podem se tornar armadilhas perigosas, especialmente em dias de vento ou chuva intensa.

Sua Voz no Combate aos Fios Soltos

A prefeitura de Jundiaí organiza as intervenções com base em critérios técnicos e, crucially, nas demandas da própria população. Locais com grande circulação de pessoas e veículos recebem atenção prioritária no cronograma.

O planejamento também integra ativamente as solicitações recebidas pelo serviço 156, canal oficial de atendimento. É a participação ativa dos cidadãos que ajuda a direcionar as equipes para os pontos mais críticos da cidade.

Qualquer morador que identifique fios soltos, cabos abandonados ou fiação em situação de risco pode registrar uma solicitação. Os canais disponíveis incluem o telefone 156, o aplicativo APP Jundiaí e o portal municipal, garantindo que o mutirão siga por todas as regiões.

Fiação Aérea: Um Desafio Urbano de Longa Data

O cenário atual de Jundiaí reflete um problema que se estende por muitas cidades brasileiras. A rápida expansão das redes de telecomunicações nas últimas décadas, muitas vezes sem um planejamento centralizado, gerou uma complexa teia de cabos e fios sobre os postes.

Historicamente, a prioridade era a conectividade, deixando a organização visual e a segurança para um segundo plano. Com o tempo, essa proliferação desordenada transformou-se em um desafio estético e, mais importante, de infraestrutura urbana.

Atualmente, as cidades buscam um reequilíbrio entre a necessidade de comunicação e a qualidade de vida. Ações como a de Jundiaí são respostas a uma demanda crescente por ambientes urbanos mais seguros, organizados e visualmente agradáveis, sinalizando uma nova era no planejamento das redes de serviços.

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