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Jundiaí intensifica ações contra dengue com quase 8 mil casos

Combate à proliferação do Aedes aegypti é reforçado em sete bairros da cidade

Jundiaí intensifica ações contra dengue com quase 8 mil casos
Jundiaí reforça alerta contra a dengue e intensifica ações para eliminar focos do Aedes aegypti. Foto: Prefeitura de Jundiaí

Jundiaí registra quase 8 mil casos de dengue e reforça estratégias de combate ao mosquito.

Jundiaí enfrenta surto de dengue com quase 8 mil casos confirmados

Jundiaí, 6 de outubro — Com a chegada do mês de dezembro, a cidade sinaliza um alerta para o aumento dos casos de dengue, contabilizando 7.676 confirmações até o momento, sendo 7.327 autóctones conforme dados da Vigilância em Saúde Ambiental (VISAM). As altas temperaturas e o clima úmido são fatores que favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em ambientes com água parada, mesmo em pequenas quantidades.

Para combater a disseminação da dengue, a VISAM está ampliando suas ações em toda a cidade. Uma das iniciativas desta campanha envolve a colaboração com o 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (12º GAAAe), que junto à equipe da VISAM, visitou 1.190 imóveis em sete bairros. Durante essas visitas, foram encontrados 14 criadouros com potencial para se tornarem focos do mosquito.

Importância da participação da população

Embora não tenham sido identificadas larvas ou pupas, a cidade permanece em estado de atenção. O coordenador da VISAM, o médico-veterinário Luis Gustavo Grijota Nascimento, destaca a importância da colaboração da população para o sucesso das ações de combate: “Por isso insistimos tanto em ações simples, como eliminar água parada, manter caixas d’água fechadas e cuidar de calhas, ralos, vasos e quintais. Quando cada munícipe faz sua parte, conseguimos reduzir os potenciais focos do mosquito e evitamos que a doença, que pode ser grave, seja transmitida”.

É fundamental entender que o Aedes aegypti não nasce infectado. O mosquito se torna transmissor de dengue, Zika e chikungunya apenas após picar uma pessoa já contaminada. A fêmea do mosquito necessita de sangue para maturar seus ovos, e é nesse processo que o vírus penetra em seu organismo.

Após a picada, o vírus leva de 8 a 12 dias para se desenvolver nas glândulas salivares do mosquito, variando conforme a temperatura. Assim que o mosquito se infecta, ele permanece com o vírus durante toda a sua vida, que dura cerca de 30 a 40 dias, fazendo com que cada picada represente um risco de transmissão.

Medidas de prevenção

A eliminação de criadouros continua sendo a maneira mais eficaz de prevenir a dengue. Algumas medidas essenciais incluem:

  • Evitar qualquer acúmulo de água em pneus, latas, garrafas, vasos e recipientes diversos.
  • Manter pratinhos de plantas secos e higienizar regularmente os recipientes.
  • Cobrir ou tratar adequadamente piscinas que não estão em uso.
  • Escovar e lavar vasilhas que acumulam água com frequência.

A adoção de pequenas atitudes no dia a dia pode reduzir significativamente os focos do Aedes aegypti e contribuir para a proteção de toda a comunidade. Ao se manter vigilantes e atuantes, os cidadãos de Jundiaí podem ajudar a conter o avanço da dengue e preservar a saúde pública.

Conclusão

Diante do aumento expressivo de casos de dengue, Jundiaí se comprometeu a intensificar suas ações de combate ao mosquito transmissor. A colaboração da população é essencial para que a cidade possa superar esse desafio e garantir a saúde de todos. Com a união de esforços, é possível impedir a propagação da doença.

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