

Uma celebração que transcende gerações e ecoa nos mais diversos ritmos: é assim que o Mês do Patrimônio de Jundiaí se despede, não com um adeus silencioso, mas com uma explosão de cultura popular.
A cidade se prepara para receber o II Festival Expressa de Cultura Popular, um evento de três dias que promete movimentar o Espaço Expressa entre 28 e 30 de agosto de 2026, com uma agenda recheada de música, dança e manifestações artísticas.
Jundiaí celebra a própria história em grande estilo
Agosto em Jundiaí foi marcado pelo tema “Patrimônio da Gente”, uma iniciativa que destacou a importância da participação coletiva na construção e preservação da rica história, cultura e memória local.
Ao longo do mês, moradores puderam vivenciar experiências únicas, desde caminhadas mediadas por locais históricos até palestras emocionantes. Encontros com ex-funcionários da Cia. Paulista e mulheres que atuaram nas fábricas da Vila Arens trouxeram à tona narrativas vivas da cidade.
O 14º Simpósio sobre Patrimônio Material e Imaterial também enriqueceu a discussão, fomentando debates cruciais sobre memória e a preservação ambiental que se entrelaçam na identidade jundiaiense.
Após o sucesso da edição inaugural, o Festival Expressa de Cultura Popular retorna ao calendário cultural. Agora, expandido para três dias, ele reforça o compromisso de aproximar o público do legado cultural através de apresentações vibrantes e acessíveis, com entrada gratuita.
Impacto na região
Para os moradores de Jundiaí e cidades vizinhas, o festival representa uma janela de acesso direto à cultura e à própria identidade regional. A gratuidade das atrações democratiza o acesso, permitindo que famílias inteiras desfrutem de um lazer qualificado e educativo.
A presença de food trucks durante o evento também estimula a economia local e oferece mais uma opção de entretenimento, transformando o Espaço Expressa em um ponto de encontro e convívio social para todas as idades.
Mais do que um simples evento, o festival é um lembrete vivo de que o patrimônio cultural não se restringe a prédios antigos, mas abrange as práticas, celebrações e formas de expressão que são passadas de geração em geração, moldando o senso de pertencimento de cada cidadão.
Sexta-feira: Ritmos brasileiros e a memória visual da cidade
A abertura do festival, na sexta-feira, 28 de agosto, promete uma noite de imersão cultural. Os portões do Espaço Expressa se abrem às 17h, convidando o público a iniciar a celebração.
Às 19h, a II Premiação Cultural de Fotografia terá sua abertura oficial. Esta mostra reúne registros contemporâneos de locais de Jundiaí, permitindo uma reflexão visual sobre as transformações urbanas ao longo do tempo.
Na sequência, às 19h30, a Banda Carrossel de Baco subirá ao palco. O grupo é conhecido por sua mistura envolvente de ritmos populares brasileiros, prometendo animar a plateia com sua energia contagiante.
O encerramento da primeira noite, previsto para as 21h15, ficará por conta da banda Rock’n Road, que trará ao público grandes sucessos do pop rock nacional e internacional.
Sábado: O coração do samba pulsa no Espaço Expressa
O segundo dia de festival, sábado, 29 de agosto, começa cedo, com atividades a partir das 13h. A programação musical ganhará força no período da tarde, celebrando as raízes do samba.
Às 15h, o Bloco do Kekerê dará início às apresentações musicais do dia. A batucada continuará intensa com o Samba do Jajá, que se apresentará às 17h30.
Refogado do Sandi: um patrimônio vivo
O ponto alto da noite será a apresentação do Refogado do Sandi, às 21h. Este grupo é mais do que uma atração musical; ele é oficialmente reconhecido como patrimônio cultural imaterial do município.
Sua presença no palco sublinha a importância de valorizar as manifestações que, como ensina o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), são transmitidas entre gerações e formam a essência da identidade local. Conheça mais sobre patrimônio imaterial no Iphan
Assim, o sábado do festival serve como um convite para o público mergulhar profundamente na riqueza do samba e das expressões populares que definem a alma cultural de Jundiaí.
Domingo: Da arte urbana aos clássicos sobre rodas
O último dia do festival, domingo, 30 de agosto, terá uma agenda diversificada, começando às 10h. Um mutirão de grafite e o tradicional Encontro de Carros Antigos prometem atrair diferentes públicos.
A tarde reserva atividades de recreação para as famílias, a partir das 13h. Um dos momentos mais aguardados é a Batalha de Rima, que colocará em evidência novos talentos e a cultura hip-hop local, às 14h.
A programação musical segue com o show de G Kennedy, às 15h30, seguido pela apresentação do Favela Sound System, às 16h.
O grande encerramento do festival ficará por conta de N de Naldinho, que subirá ao palco às 20h, fechando com chave de ouro a sequência de três dias intensos de celebração cultural.
Jundiaí: Desvendando as raízes de uma cultura vibrante
A realização contínua do Mês do Patrimônio e de eventos como o Festival Expressa reflete uma evolução na percepção sobre o que constitui a herança cultural de uma cidade.
Historicamente, a ideia de patrimônio era frequentemente restrita a edifícios e monumentos. No entanto, o cenário atual, reforçado por instituições como o Iphan, ampliou esse conceito para incluir as manifestações imateriais, as tradições e os saberes populares.
Essa mudança de perspectiva é crucial porque transforma a conservação de algo estático em algo dinâmico e participativo. O patrimônio se torna um elemento vivo, enraizado no cotidiano das pessoas e fundamental para a construção da identidade coletiva.
Segundo Fernando Peche, diretor de Patrimônio Histórico, trazer diversas linguagens culturais para espaços públicos é uma forma de conscientizar a população. Ele enfatiza que tais eventos aproximam a história do dia a dia e reforçam a ligação entre patrimônio, cultura e identidade.
Dessa forma, a cidade de Jundiaí não apenas preserva seu passado, mas o revitaliza no presente, garantindo que as futuras gerações compreendam e valorizem as riquezas que moldam seu lugar no mundo.



