Primeira Turma do STF dá início à análise de réus envolvidos em tentativa de golpe de Estado

STF inicia julgamento de grupo acusado de tramar assassinatos de autoridades após eleições de 2022.
Julgamento no STF começa com grupo acusado de tramar assassinatos
A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou nesta terça-feira (11) o julgamento dos réus do núcleo 3 no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O grupo, composto por 10 integrantes, é em sua maioria formado por militares de forças especiais, conhecidos como “kids pretos”.
Acusações graves contra os réus
Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), os réus são acusados de serem responsáveis pelo planejamento operacional do golpe, que inclui o plano denominado “Punhal Verde Amarelo”, com a intenção de assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice, Geraldo Alckmin (PSB). Outro alvo mencionado é o ministro Alexandre de Moraes, no que foi chamado de “Operação Luneta”.
Este é o terceiro núcleo da trama golpista a ser julgado pelo STF. Nos julgamentos anteriores, a Primeira Turma já havia condenado 15 pessoas por envolvimento no mesmo esquema, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão.
Possibilidade de condenação unânime
pela primeira vez, o julgamento pode resultar em uma condenação unânime, uma vez que o único voto dissonante nos julgamentos anteriores, do ministro Luiz Fux, não participará desta análise, tendo solicitado a troca de turma em outubro. Dessa forma, os réus serão avaliados por apenas quatro ministros: Alexandre de Moraes (relator), Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Desenvolvimento da sessão de julgamento
A sessão de hoje começou com a leitura do relatório por Moraes, que detalhou as acusações, as provas apresentadas e as alegações das defesas. Em seguida, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, tem a palavra por até duas horas. Gonet deve reiterar suas alegações finais, propondo a condenação de 9 réus, exceto Ronald Ferreira de Araújo Junior, por falta de provas suficientes para incriminá-lo.
Sustentações orais e continuidade do julgamento
Após a fala do procurador, iniciam-se as sustentações orais das defesas. Cada advogado terá até uma hora para apresentar seus argumentos a favor da absolvição de seus clientes. A sessão está programada para se estender até às 19h, com um intervalo para o almoço, e será retomada na quarta-feira (12), às 9h. Essa continuidade é crucial para a conclusão do julgamento e a definição do futuro dos réus envolvidos neste caso tão relevante para a sociedade brasileira.