Ministro do STF pede agilidade na definição de data para julgamento dos acusados

Ministro do STF solicita que Flávio Dino defina data para julgamento no caso envolvendo o assassinato de Marielle Franco.
No dia 4 de outubro de 2024, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pediu ao ministro Flávio Dino a definição da data para o julgamento dos irmãos Brazão, acusados de planejar o assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. Moraes destacou que a fase de instrução processual já foi concluída e que todas as diligências necessárias foram cumpridas.
O julgamento estava inicialmente agendado para ocorrer nesta sexta-feira no plenário virtual, porém, após críticas acerca da falta de debate nesse formato, o relator das ações, ministro Gilmar Mendes, decidiu que o caso seria levado ao plenário físico. Essa mudança reflete a importância do caso e a necessidade de um debate mais aprofundado sobre as implicações do crime.
Detalhes sobre os réus e o crime
A ação penal foca nos mandantes do crime, totalizando cinco réus. Entre eles estão o ex-deputado federal Chiquinho Brazão e o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão. Também são réus o ex-chefe da Polícia Civil do estado, Rivaldo Barbosa, o ex-assessor do TCE, Robson Fonseca, e o policial militar Ronald Alves Pereira. Todos são acusados de envolvimento no planejamento do assassinato de Marielle Franco, que ocorreu em 14 de março de 2018.
Em maio, a Procuradoria-Geral da República solicitou a condenação dos irmãos Brazão e dos outros três réus. Essa ação é um passo importante na busca de justiça para Marielle e Anderson Gomes, cujas mortes chocaram o Brasil e levantaram questões sobre a segurança pública e a violência política.
O que aconteceu com os executores do crime
Os executores do assassinato, os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, já foram condenados pela Justiça. Eles confessaram sua participação no crime e firmaram acordos de delação premiada, o que pode trazer mais informações sobre a rede de envolvimentos no caso. Lessa e Queiroz foram denunciados e condenados por duplo homicídio triplamente qualificado, além de outros crimes relacionados ao uso do veículo Cobalt, que foi utilizado durante a execução do crime.
A expectativa é que, com a agilidade solicitada por Moraes ao ministro Dino, o julgamento possa ocorrer em um prazo razoável, dando respostas à sociedade e às famílias das vítimas sobre a justiça esperada neste caso emblemático. A continuidade desse processo é fundamental para a manutenção da confiança nas instituições e na luta contra a impunidade no Brasil.