Líder religioso exige reparação histórica por perseguição a não-católicos
Documento oficial busca reconhecimento de violências históricas
O pastor Juanribe Pagliarin formalizou uma carta aberta endereçada ao papa leão xiv, exigindo um pedido público de desculpas pelas perseguições e mortes de cristãos não-católicos ao longo dos séculos. O documento, encaminhado à Santa Sé e divulgado pelo líder religioso, atribui responsabilidade histórica à Igreja Católica por massacres ocorridos desde o século IV.
Paralelos históricos e cobrança de transparência
Na exposição de sete páginas, Pagliarin estabelece paralelo entre a ausência de mea-culpa oficial da Igreja e o gesto de reconciliação realizado pela Alemanha após a Segunda Guerra Mundial. O religioso destacou eventos como a Inquisição, conflitos confessionais europeus e massacres na França, sustentando que milhões de fiéis não-católicos teriam sido executados por decisões papais ou omissão institucional.
“Todos os seus antecessores, até hoje, jamais tiveram a coragem de vir a público para admitir que perseguiram e assassinaram mais cristãos não-católicos do que os nazistas”
Reconhecimento histórico e silêncio institucional
Apesar de reconhecer avanços no atual pontificado, Pagliarin critica o silêncio da Santa Sé sobre essas violências históricas, argumentando que a postura contradiz o discurso oficial de transparência. A carta apresenta detalhes como nomes de pontífices, estimativas de vítimas e referências documentais sobre os eventos citados.
O documento estabelece comparação direta entre a memória do Holocausto judaico e o que classifica como “genocídios papais”, exigindo idêntico reconhecimento institucional. Até o momento, o Vaticano não emitiu resposta oficial ao conteúdo da missiva.