Banco projeta valorização das ações da MBRF com preço-alvo de R$ 29

JPMorgan recomenda compra de MBRF com preço-alvo de R$ 29 e expectativas otimistas para os próximos anos.
JPMorgan vê potencial de valorização nas ações da MBRF
Após um período de restrições devido à fusão entre Marfrig e BRF, o JPMorgan passou a recomendar as ações da MBRF (MBRF3) com uma classificação overweight, indicando uma exposição acima da média do mercado. O banco estabeleceu um novo preço-alvo de R$ 29, e, às 10h38, as ações apresentavam alta de 1,64%, cotadas a R$ 24,80.
Expectativas de crescimento em alimentos processados
O desempenho do setor de alimentos e bebidas na América Latina tem enfrentado desafios, com uma deterioração significativa nos lucros. No entanto, o JPMorgan mantém uma visão otimista, acreditando que a MBRF superará as expectativas do mercado. A estratégia da empresa, que inclui um aumento na oferta de alimentos processados, em conjunto com melhorias operacionais e sinergias, deve garantir um valuation premium para suas ações.
Análise do valuation das ações
O banco observou uma alta de 62% nas ações desde o fundo registrado em 22 de outubro, embora a ação não seja considerada uma barganha, sendo negociada a 6,1 vezes o valor da Firma (EV)/Ebitda projetado para 2026. Com um rendimento de fluxo de caixa (FCF yield) de 4,9%, o JPMorgan considera este nível razoável para um ciclo em baixa, apoiado por um crescimento sólido nos volumes de alimentos processados.
Projeções de Ebitda e mercado internacional
A projeção de Ebitda para 2026 é de R$ 13,3 bilhões, 7% acima do consenso de mercado. O JPMorgan acredita que as estimativas do mercado são conservadoras, especialmente em relação aos impactos positivos da reabertura da China e da Europa para as exportações brasileiras, além do crescimento no setor de alimentos processados.
Desafios e perspectivas futuras
Apesar de reconhecer que o ciclo global de frango atingiu seu pico, o JPMorgan prevê que a oferta e demanda de frango no Brasil serão mais restritas do que o esperado para 2026, com base em conversas com especialistas do setor. O banco também espera que a alavancagem permaneça acima de 3 vezes até o final do próximo ano, um nível que, embora desconfortável, é considerado administrável, dado o atual fundo do ciclo de Ebitda. Esses dados não incluem sinergias ou os recursos obtidos com a venda secundária dos ativos Halal.