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Jorge Messias precisa fortalecer relações com Alcolumbre para aprovação no STF

Indicado por Lula, Messias terá desafios importantes no Senado para conquistar apoio

Jorge Messias precisa fortalecer relações com Alcolumbre para aprovação no STF
Jorge Messias, indicado ao STF. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Indicado por Lula ao STF, Jorge Messias deve estreitar laços com Davi Alcolumbre para garantir aprovação no Senado.

Jorge Messias e seu desafio no Senado para assumir o STF

Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jorge Messias tem como primeira missão estreitar as relações com a cúpula do Senado, que precisará aprovar seu nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). Messias, que já atuou como chefe de gabinete do senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado, terá que reforçar seus laços com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP).

A importância do apoio de Davi Alcolumbre

Nesta semana, Wagner afirmou que Messias não possui “arestas” na Casa, o que sugere um caminho mais suave para a sua aprovação. Contudo, a preocupação com a votação aumentou, especialmente após a recondução do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que ocorreu por uma margem estreita — apenas quatro votos acima do mínimo necessário. Nos bastidores, líderes da base reconhecem que a aprovação de Messias pode depender de uma articulação sólida.

As articulações necessárias para a aprovação

Com essa situação, é esperado que Wagner atue como o principal cabo eleitoral de Messias no Senado, ajudando a marcar conversas e a promover a interação do indicado com outros senadores. Messias deverá iniciar uma série de visitas aos gabinetes, buscando o apoio necessário para a sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Para ser aprovado, ele precisará garantir, pelo menos, 41 votos.

O apoio da base e a preferência por Rodrigo Pacheco

Davi Alcolumbre já deixou claro que tinha preferência por Rodrigo Pacheco (PSD-MG), seu antecessor e aliado. Essa preferência pode complicar a situação de Messias, já que petistas admitem que Pacheco teria uma aprovação mais tranquila. Entretanto, eles não acreditam que haja risco real de rejeição de Messias na votação.

Fatores que podem influenciar a votação

Um dos trunfos que Messias poderá utilizar em suas conversas com senadores conservadores é sua identidade evangélica, sendo membro da Igreja Batista. Essa característica pode facilitar o diálogo com parlamentares que se identificam com valores mais conservadores.

Trajetória de Jorge Messias na AGU

Servidor público de carreira, Messias possui uma longa trajetória na Advocacia Geral da União (AGU), onde atuou como procurador do Banco Central e procurador da Fazenda Nacional. Sua experiência inclui também passagens pelo Ministério da Educação e pela subchefia de Assuntos Jurídicos durante o governo Dilma, onde teve seu nome exposto em uma interceptação telefônica, o que lhe conferiu notoriedade.

Relação com o governo e aliados

Desde a vitória de Lula, Messias tem se aproximado de diversos ministros, solidificando sua posição dentro do governo. Ele tem construído laços com a ministra da Gestão, Esther Dweck, e com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira. Além disso, mantém uma boa relação com outros ministros importantes, como Rui Costa e Fernando Haddad.

Conclusão

Portanto, a tarefa de Jorge Messias é complexa e exige uma articulação cuidadosa no Senado. Com o apoio de Davi Alcolumbre e de outros aliados, ele poderá aumentar suas chances de garantir a aprovação necessária para assumir uma das posições mais importantes do judiciário brasileiro.

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