Janja relata assédio sofrido após a posse e alerta para insegurança das mulheres
A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, relatou ter sido vítima de assédio em duas ocasiões distintas, mesmo após a posse do presidente Lula e durante o exercício de seu cargo. A declaração foi feita em entrevista à TV Brasil, emissora estatal, na última terça-feira (3).
Relato na TV Brasil
Sem entrar em detalhes sobre os episódios, Janja aproveitou a oportunidade para destacar a vulnerabilidade feminina, afirmando que “nenhuma mulher” estaria completamente segura, independentemente de sua posição social.
“Nenhuma mulher está segura”, afirma Janja
“Se eu, enquanto primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras, cuidados, sou assediada, imagina uma mulher no ponto de ônibus dez horas da noite. A gente não tem segurança em nenhum lugar”, declarou Janja durante a entrevista.
As declarações da socióloga foram proferidas durante o programa “Sem Censura”, apresentado pela atriz Cissa Guimarães, que abordou temas relacionados ao assédio contra mulheres. Janja também mencionou o “pacto contra o feminicídio”, iniciativa do governo federal que busca combater a violência de gênero.
Pacto contra o feminicídio
Cissa Guimarães ressaltou que a iniciativa teria surgido a partir de conversas entre Janja e o presidente Lula. “Você viu que você fala, ele escuta e ele faz, então você trate de falar mais!”, comentou a apresentadora.
Janja confirmou a influência de suas conversas nas ações do governo. “Eu tenho feito isso, falado sobre o feminicídio com o meu marido”, afirmou a primeira-dama.
Contexto
O relato de Janja traz à tona a persistente questão do assédio e da violência contra a mulher no Brasil, mesmo em espaços de poder e influência. Suas declarações ressaltam a importância de políticas públicas e debates sobre segurança e igualdade de gênero para proteger todas as mulheres.