A seleção masculina de vôlei do Brasil perdeu para a Itália por 3 sets a 1 nesta sexta-feira (26), em Liubliana, Eslovênia. Foi a segunda derrota consecutiva da equipe na Liga das Nações, aprofundando a instabilidade brasileira no torneio. As parciais foram de 25/19, 25/23, 22/25 e 25/23 para os europeus.
O revés em solo esloveno complica a situação do time comandado por Bernardinho na tabela, agora mais distante das primeiras posições. A equipe verde e amarela busca uma vaga entre os sete primeiros colocados para a fase eliminatória.
A Itália mostrou um jogo mais consistente. Principalmente no saque, a equipe europeia foi dominante, anotando nove pontos diretos no fundamento. O Brasil marcou apenas dois aces.
No ataque, a ofensividade italiana teve nomes como o ponteiro Matteo Bottolo, que terminou o jogo com 20 pontos, e o oposto Alessandro Bovolenta, com 19. Bovolenta é filho do ex-central Vigor Bovolenta, ídolo do vôlei italiano que morreu em 2012.
Pelo lado brasileiro, o ponteiro Lucarelli marcou 14 pontos. Os jovens oposto Bryan e o central Judson contribuíram com 12 pontos cada.
O central Flávio se destacou no bloqueio, responsável por quatro dos nove pontos que anotou. A linha de passe brasileira sofreu sob a pressão dos saques italianos.
A derrota contra a Ucrânia, na última quarta-feira (24), já havia sinalizado a dificuldade do Brasil em manter a regularidade na competição. Os resultados negativos acendem um alerta para o planejamento da equipe no ciclo olímpico de Paris 2024.
Cenário na Liga das Nações
A Liga das Nações reúne 18 seleções em uma fase classificatória com 12 partidas para cada time. Os jogos ocorrem em três semanas, com quatro confrontos em diferentes países por etapa. O Brasil começou a competição em Brasília, com quatro vitórias, mas enfrenta agora uma sequência de quatro jogos na Eslovênia.
A última etapa da fase de grupos acontece entre 15 e 19 de julho, em Chicago, Estados Unidos.
A pontuação no torneio funciona assim: vitórias por 3 sets a 0 ou 3 a 1 rendem três pontos ao vencedor. Em caso de 3 a 2, a equipe vitoriosa soma dois pontos, e a derrotada, um.
As sete seleções com melhor campanha avançam para a fase eliminatória, que será disputada em Ningbo, China, entre 29 de julho e 2 de agosto. A China, como país-sede, já tem vaga garantida no mata-mata.
Com a derrota para a Itália, o Brasil caiu para a sexta posição, estacionado nos 11 pontos. A Itália, com os três pontos conquistados, subiu para 13 e ultrapassou a seleção verde e amarela, assumindo o quinto lugar.
O Japão lidera a competição, com 16 pontos, seguido pela Ucrânia, que soma 13 pontos e surpreendeu ao bater o Brasil.
A disputa por uma vaga na fase final se acirra a cada rodada. Equipes tradicionais, como Polônia e Estados Unidos, também buscam consolidar suas posições.
Próximos Desafios do Brasil
A seleção brasileira não tem muito tempo para lamentar as derrotas. A agenda em Liubliana segue intensa e exige reação imediata.
Neste sábado (27), às 15h30 (horário de Brasília), o Brasil enfrenta os anfitriões, a Eslovênia. Um jogo de pressão, onde a equipe da casa contará com o apoio da torcida para impulsionar seu desempenho.
No domingo (28), às 11h30, o último confronto da etapa eslovena será contra o Canadá. Ambas as partidas são decisivas para as pretensões brasileiras de se manterem no G7 e avançarem na competição.
A Liga das Nações tem transmissão ao vivo online pelo canal VBTV, da Federação Internacional de Voleibol (Volleyball World).
Contexto
A seleção masculina de vôlei do Brasil vive um período de transição e renovação. Após anos de dominância no cenário internacional, com títulos olímpicos e mundiais, o time busca reencontrar a estabilidade sob o comando de Bernardinho. A Liga das Nações serve como um termômetro para a equipe, testando novos talentos e consolidando a formação para os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Além da busca pelo título, a competição é fundamental para o ranking mundial, que influencia diretamente na formação de chaves em torneios futuros. As derrotas recentes indicam a necessidade de ajustes e a crescente competitividade do voleibol mundial.