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Investimentos em títulos públicos em novembro: todos saíram ganhando

Resultados positivos para todas as modalidades do Tesouro Direto em um mês de incertezas econômicas.

Investimentos em títulos públicos em novembro: todos saíram ganhando
(Imagem: Pixabay)

Novembro trouxe ganhos em todos os títulos públicos do Tesouro Direto, mesmo em cenário de incerteza econômica.

Títulos públicos: um mês de ganhos em novembro

Em novembro, todos os investimentos em títulos públicos, também conhecidos como títulos do Tesouro Direto, apresentaram resultados positivos. Essa foi uma ocorrência rara, especialmente em um cenário de incertezas econômicas. As diversas modalidades de títulos, que incluem prefixados, pós-fixados e atrelados à inflação, mostraram avanços significativos, proporcionando retorno aos investidores.

Desempenho dos títulos prefixados em novembro

Os títulos prefixados, que garantem uma taxa fixa de retorno, mostraram ganhos consistentes, variando de 1,18% a 1,52%. O destaque ficou por conta do Prefixado 2035, que teve uma alta de 1,52%, seguido de perto pelo Prefixado 2031, com 1,51%. Os investimentos de curto prazo também não ficaram atrás, com o título do Tesouro 2026 apresentando 1,20% de retorno, e o 2027, 1,18%.

Resultados dos títulos pós-fixados

Os títulos pós-fixados, que estão atrelados à taxa Selic, também acompanharam a tendência positiva. O Tesouro Selic, por exemplo, ofereceu retornos que variaram entre 1,17% e 1,21%. Essa performance reflete a estabilidade que esses títulos costumam apresentar, alinhando-se à taxa básica de juros do país.

Títulos atrelados à inflação também se destacam

Os títulos atrelados à inflação, por sua vez, terminaram o mês com resultados igualmente encorajadores. As altas variaram de 0,47% a 1,83%, com o IPCA+ 2040 se destacando ao registrar um aumento de 1,83%. O IPCA+ 2050, por outro lado, teve uma alta mais modesta de 0,47%, enquanto títulos de vencimentos intermediários, como os de 2035 e 2032, apresentaram ganhos de 0,91% e 0,89%, respectivamente.

Cenário econômico e expectativas futuras

O mês de novembro foi caracterizado por sinais mistos tanto no cenário doméstico quanto no internacional. Entretanto, houve um alívio na volatilidade do mercado, o que contribuiu para a confiança dos investidores. As expectativas em torno da Selic, que deve permanecer em 15% ao ano até o final de 2025, foram reforçadas, especialmente com a percepção de que a queda da inflação ainda não é suficiente para justificar cortes nos juros no curto prazo.

Marcação a mercado e retorno efetivo ao investidor

Os resultados positivos observados em novembro refletem o mecanismo de marcação a mercado, que ajusta diariamente o preço dos títulos conforme as condições do mercado. Esse valor atualizado é o que o investidor visualiza em sua corretora. É importante ressaltar que os ganhos se concretizam somente em caso de venda antecipada, pois o lucro ou prejuízo se define no momento do resgate. Para aqueles que mantêm seus títulos até o vencimento, o retorno é o que foi acordado na compra, independentemente das flutuações do mercado ao longo do período.

Desempenho dos títulos em novembro

confira o desempenho dos títulos públicos em novembro, do maior para o menor ganho:

  • IPCA+ 2040: +1,83%
  • Prefixado 2035 (juros semestrais): +1,52%
  • Prefixado 2031: +1,51%
  • Prefixados curtos e médios:
  • 2026: +1,20%
  • 2027: +1,18%
  • Tesouro Selic: entre +1,21% e +1,17%
  • IPCA+ intermediários:
  • 2035: +0,91%
  • 2032: +0,89%
  • IPCA+ 2050: +0,47%

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