Pesquisar
Folha Jundiaiense

Inglaterra supera México no Azteca e garante vaga nas quartas da Copa

Inglaterra Vence México por 3 a 2 no Azteca e Garante Vaga nas Quartas da Copa do Mundo 2026

A Inglaterra superou o México em um confronto eletrizante, com placar de 3 a 2, neste domingo (5), no histórico Estádio Azteca. A vitória decisiva assegura a equipe inglesa nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, consolidando sua campanha no torneio. O resultado representa a primeira derrota do México em seu território, no icônico Azteca, em toda a história das Copas do Mundo, um fato de grande impacto para os anfitriões.

O jogo, marcado por reviravoltas e momentos de alta tensão, viu os ingleses abrirem uma vantagem de dois gols com Jude Bellingham. O astro inglês, aproveitando desatenção da defesa mexicana, foi crucial nos momentos iniciais. Apesar da reação do “El Tricolor”, que diminuiu com Julián Quiñones, o atacante Harry Kane ampliou a vantagem para a Inglaterra, convertendo uma penalidade máxima. Mesmo com um jogador a menos na reta final e um novo gol de pênalti de Raúl Jiménez para o México, a equipe comandada por Thomas Tuchel demonstrou resiliência e conquistou a classificação.

O Drama e a Eficácia: Detalhes do Confronto Histórico no Azteca

O duelo no Estádio Azteca não decepcionou em emoção e lances capitais. Desde o apito inicial, ambas as seleções buscaram impor seu ritmo, resultando em um embate físico e tático. A atmosfera pulsante do estádio, com a torcida mexicana empurrando seu time, adicionou uma camada extra de drama a cada jogada decisiva.

Primeiro Tempo: Domínio Inglês e Reação Mexicana

O início da partida foi bastante truncado, com as equipes se estudando e trocando investidas. A primeira grande oportunidade surgiu aos 15 minutos para o México, quando o ponta Roberto Alvarado cruzou com precisão para a cabeçada do centroavante Raúl Jiménez. Contudo, o goleiro inglês Jordan Pickford realizou uma defesa espetacular, mantendo o placar inalterado e frustrando a torcida local. A Inglaterra respondeu aos 26 minutos, com uma finalização do ponta Anthony Gordon, que foi contida pelo goleiro Raúl “Tala” Rangel, mostrando que o jogo seria de defesas importantes.

Aos 36 minutos, a dinâmica do jogo mudou drasticamente. Em uma linda jogada pela direita, o ponta Bukayo Saka cruzou a bola para o meia Jude Bellingham, que apareceu na área para abrir o placar, calando momentaneamente o Azteca. Apenas um lance depois, aproveitando um erro na saída de bola mexicana no campo de ataque, a Inglaterra recuperou a posse. A bola chegou a Harry Kane, que rapidamente tocou para o meio, onde Bellingham surgiu novamente, ampliando a vantagem inglesa para 2 a 0 em um intervalo mínimo de tempo. A dupla dinâmica desequilibrava o confronto.

Antes do final da primeira etapa, a Seleção Mexicana conseguiu diminuir a diferença, reacendendo a esperança dos torcedores. Após um lançamento na área, a defesa europeia afastou mal, e o ponta Julián Quiñones aproveitou a sobra, enchendo o pé para anotar o 2 a 1. Já nos acréscimos, Raúl Jiménez teve a chance de empatar, mas seu chute cruzado passou à esquerda da meta adversária. Pouco depois, o mesmo atacante tentou de cabeça, mas Jordan Pickford, em mais um lance providencial, fez um milagre, salvando a Inglaterra e garantindo a vantagem mínima no intervalo.

Segundo Tempo: Expulsão, Pênaltis e Resiliência Inglesa

A segunda etapa começou com a Inglaterra buscando ampliar sua vantagem. Aos quatro minutos, o lateral Nico O’Reilly arriscou um forte chute da entrada da área, mas a bola carimbou a trave mexicana, por muito pouco não alterando o placar. Contudo, a partida tomou um rumo inesperado logo em seguida. O lateral Jarell Quansah, da Inglaterra, acertou uma entrada forte em Jesús Gallardo. Após uma revisão detalhada do lance na cabine do VAR (Video Assistant Referee), o árbitro Alireza Faghani não hesitou e mostrou o cartão vermelho direto para o defensor inglês aos nove minutos, deixando a Inglaterra com um jogador a menos.

Com a vantagem numérica, o México se lançou ao ataque, pressionando a defesa inglesa em busca do empate. A torcida do Azteca inflamou, incentivando “El Tricolor” a cada investida. No entanto, foi a Inglaterra, mesmo com dez homens em campo, que balançou as redes mais uma vez. Gordon foi derrubado na área por Raúl Rangel, e o árbitro assinalou a penalidade máxima. Com frieza e precisão, Harry Kane cobrou firme e fez o 3 a 1, um gol crucial que renovou a confiança inglesa e diminuiu o ímpeto mexicano.

Apesar do gol sofrido, os mexicanos não desistiram e mantiveram a pressão. Aos 24 minutos, a persistência foi recompensada com uma penalidade a seu favor, após Kane acertar a perna do meia Brian Gutiérrez dentro da área. Raúl Jiménez foi para a cobrança e, com sucesso, diminuiu o placar para 3 a 2, mantendo viva a esperança do empate. Nos minutos finais, o confronto se resumiu a um ataque contínuo do México, que buscou de todas as formas o gol da igualdade. No entanto, todas as tentativas da seleção “El Tricolor” esbarraram na organizada marcação inglesa, que resistiu heroicamente e garantiu a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo.

Próximos Passos: O Desafio da Noruega e o Caminho do México

Com a classificação assegurada, a Inglaterra agora se prepara para um confronto de peso nas quartas de final. O próximo adversário dos ingleses será a Noruega, uma equipe que surpreendeu ao vencer o Brasil pelo placar de 2 a 1 em sua partida anterior, mostrando sua força e capacidade de superação. Este duelo promete ser outro embate emocionante e acontece no próximo sábado (11), às 18h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami.

Para a Inglaterra, o jogo contra a Noruega representa um teste significativo em sua jornada rumo ao título da Copa do Mundo de 2026. A equipe de Thomas Tuchel precisará manter a disciplina tática e a eficácia ofensiva, além de lidar com a recuperação física após o intenso confronto no Azteca. A vitória contra o México, com a superação de ter um jogador a menos, certamente fortalece a moral do elenco e a crença em seu potencial.

Já a Seleção Mexicana encerra sua campanha na fase de oitavas de final, uma etapa que já alcançou em outras sete oportunidades na história das Copas do Mundo. O “El Tricolor” tem como melhores resultados as edições de 1970 e 1986, quando conseguiu avançar até as quartas de final, curiosamente ambas as edições foram sediadas no México. A eliminação em casa, e com a mancha histórica de sua primeira derrota em Copas no Estádio Azteca, será um marco doloroso para a equipe e seus torcedores, que esperavam ir além nesta edição em que são um dos anfitriões.

O que está em jogo para ambas as seleções é o legado no maior torneio de futebol do mundo. Para a Inglaterra, avançar significa manter vivo o sonho do bicampeonato e consolidar uma geração talentosa. Para o México, a eliminação precoce em casa levanta questões sobre o futuro da equipe e a necessidade de reestruturação para as próximas competições.

Contexto

A vitória da Inglaterra sobre o México por 3 a 2 no Estádio Azteca representa um marco histórico para o futebol mundial, selando a primeira derrota do México no lendário estádio em Copas do Mundo. A classificação inglesa para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026 reforça a posição da equipe como uma das favoritas ao título, enquanto a eliminação mexicana nas oitavas de final, em casa, reacende o debate sobre o desempenho de “El Tricolor” em momentos decisivos do torneio global.

Leia mais

Destaques

plugins premium WordPress