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Inflação IPCA-15 de novembro sinaliza corte da Selic em janeiro

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Alta de 0,20% na prévia da inflação é impulsionada por serviços e alimentos

Inflação IPCA-15 de novembro sinaliza corte da Selic em janeiro
A prévia da inflação IPCA-15 foi divulgada nesta quarta-feira. Foto: REUTERS/Jorge Silva

Inflação IPCA-15 de novembro registra alta de 0,20%, reforçando expectativas de corte da Selic em janeiro.

IPCA-15 de novembro apresenta alta moderada

A prévia da inflação, conhecida como IPCA-15, registrou uma alta de 0,20% em novembro, conforme divulgado nesta quarta-feira (26). Essa variação, que contempla o período entre 16 de outubro e 15 de novembro, foi influenciada principalmente pelos preços dos serviços, embora tenha sido atenuada pela dinâmica de preços dos alimentos. O índice anualizou em 4,50%, atingindo a banda máxima do limite esperado pelo Banco Central para este ano, que é de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual.

Expectativas para a Selic

Especialistas do mercado financeiro analisam que esses dados reforçam a expectativa de um corte na taxa Selic em janeiro do ano que vem. A alta de 0,20% foi ligeiramente superior à expectativa de 0,18% que circulava entre os analistas, mas a média dos núcleos de inflação, que exclui itens voláteis, avançou apenas 0,27%, abaixo do esperado (0,29%). Isso sugere um cenário de estabilidade e controle da inflação no médio prazo.

Análise dos componentes do IPCA-15

Apesar da leve aceleração em relação ao mês anterior, os dados do IPCA-15 indicam que a inflação subjacente dos serviços está perdendo força, uma análise positiva em tempos de incerteza econômica. O grupo de Transportes foi o único a apresentar uma alta significativa, com variação de +0,22%, impulsionado pelas passagens aéreas, que subiram 11,87%. Por outro lado, o grupo Alimentação e Bebidas teve uma leve alta de +0,09%, interrompendo uma sequência de cinco meses de queda.

Impacto dos alimentos e energia

No setor de alimentação, as quedas nos Preços do leite longa vida, arroz e frutas foram essenciais para limitar as altas observadas em itens como batata e carnes. Os preços da alimentação fora de casa também subiram, registrando uma alta de +0,68%. Além disso, os combustíveis e a energia elétrica apresentaram quedas, contribuindo para um cenário geral de alívio nas despesas dos consumidores.

Perspectivas futuras

Os analistas continuam otimistas sobre a possibilidade de um corte na Selic, com previsões indicando uma redução de 25 pontos base na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em janeiro. A manutenção da inflação dentro de limites controláveis é vista como uma condição favorável para tal movimento. A expectativa é que, ao final de 2026, a taxa básica de juros se aproxime de 12%, com uma projeção de 11,5% por parte de alguns analistas.

Em um cenário de crescimento econômico impulsionado pelo consumo das famílias, a expectativa é que a inflação continue a desacelerar, permitindo que o IPCA anual se mantenha dentro do teto da meta estabelecida pelo Banco Central.

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