Favorito de Trump para presidir o Federal Reserve, Kevin Hassett gera expectativas de cortes de juros mais rápidos.

A sinalização de que Hassett pode comandar o Fed animou os mercados, com expectativa de cortes mais rápidos de juros.
A sinalização de Hassett como favorito para o Fed
A chance de Kevin Hassett, considerado “o homem de Trump”, liderar o Federal Reserve trouxe uma onda de otimismo aos mercados financeiros. O impacto foi imediato, com os juros futuros e a expectativa de política monetária respondendo ao entendimento de que ele tende a defender cortes de juros mais rápidos. A possível nomeação de Hassett não é apenas sobre sua relação com Trump, mas também ocorre em meio a uma discussão mais ampla sobre a atuação do Fed.
Reação dos mercados e desempenho das bolsas
Os preços acompanharam a expectativa, com o rendimento do Treasury de 10 anos caindo abaixo de 4% na terça-feira (25). A ferramenta FedWatch passou a indicar uma probabilidade de cerca de 85% para um corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Fed. Este movimento se deu em um dia de indicadores econômicos fracos, como a maior queda da confiança do consumidor desde abril e um avanço modesto nas vendas no varejo, reforçando a percepção de desaceleração da atividade econômica.
O papel de Kevin Hassett e a visão do mercado
Para John Kim, estrategista do Goldman Sachs, a alta do S&P 500 de 0,91%, mesmo com a queda da Nvidia, indica uma rotação mais ampla no mercado. Fundos hedge compraram ações de forma intensa nos dias 21 e 24, resultando no maior saldo líquido em seis meses, com foco em tecnologia. A percepção de que Hassett é alinhado com a visão da Casa Branca sobre juros aumentou o apetite por ativos sensíveis à política monetária.
Cautela entre os economistas
apesar do entusiasmo, há quem advogue cautela. Tiffany Wilding, economista da Pimco, ressaltou que, mesmo que Hassett entre no comitê, ainda persiste a dúvida sobre sua capacidade de convencer outros membros a adotar seu ponto de vista e reduzir as taxas de juros. Ela lembrou que, mesmo sem o chair do Fed, Jerome Powell ainda pode permanecer no Fomc, o que pode influenciar as deliberações.
Desafios e expectativas futuras
Economistas alertam que cortes mais rápidos podem gerar desconforto nos mercados se forem percebidos como interferência política no Fed. A Pimco destacou que, se a credibilidade do Fed for questionada, os juros longos podem subir, mesmo diante de cortes na taxa básica. Essa situação aumentaria o prêmio de risco e pressionaria ativos. Na quarta-feira (26), os futuros das bolsas estavam em alta, com o Dow Jones Futuro avançando 0,26%, o S&P 500 Futuro saltando 0,37% e o Nasdaq Futuro ganhando 0,48%. A expectativa agora é pelo anúncio oficial, que, segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, pode ocorrer antes do Natal.