Índice Geral de Preços-Mercado teve queda de 0,11% nos últimos doze meses, segundo a FGV.

O IGP-M acumulou queda de 0,11% em 12 meses, marcando a primeira deflação desde maio de 2024.
IGP-M registra primeira queda na deflação acumulada em 12 meses
Em um cenário econômico que vem sendo monitorado de perto, o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) subiu 0,27% em novembro. Porém, o que chama a atenção é a deflação acumulada de 0,11% em 12 meses, um fenômeno que não ocorria desde maio de 2024. Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (27).
Esse resultado surpreendeu as expectativas de analistas, que previam um avanço de 0,28%. Com essa mudança, o IGP-M não apenas reflete a situação atual, mas também indica uma tendência de desaceleração nos preços, conforme apontou Matheus Dias, economista do FGV IBRE. Ele ressaltou que o comportamento do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) foi um dos principais fatores para essa deflação.
Comportamento dos preços no atacado
O IPA, que compõe 60% do IGP-M, registrou uma alta de 0,27% em novembro, após uma queda de 0,59% no mês anterior. Este índice é crucial, pois mede as variações dos preços no atacado. Os produtos agropecuários tiveram um aumento de 0,46% no mês, revertendo a queda de 1,45% em outubro, enquanto os produtos industriais apresentaram uma leve alta de 0,21%, após recuo de 0,28%.
Essa oscilação demonstra a complexidade do mercado, onde, apesar do aumento em novembro, a tendência ao longo do ano foi de quedas significativas, especialmente em julho e agosto, que impactaram diretamente a composição do índice.
IPC e INCC também influenciam o IGP-M
Além do IPA, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, também mostrou uma aceleração, subindo para 0,25% em novembro, comparado a 0,16% em outubro. Os segmentos de Saúde e Cuidados Pessoais, Educação, Leitura e Recreação, assim como Despesas Diversas, foram os que mais contribuíram para essa alta.
Por sua vez, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou um incremento de 0,28%, em relação a uma alta anterior de 0,21%.
Conclusão sobre o IGP-M
O IGP-M, que mede os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência, pode ser uma ferramenta valiosa para entender as tendências inflacionárias do Brasil. A deflação acumulada em 12 meses é um sinal de que, apesar de algumas altas pontuais, o cenário econômico pode estar se ajustando, refletindo em uma maior estabilidade nos preços a longo prazo.