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Ibovespa futuro apresenta queda após feriado devido a cenário internacional

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Mercado repercute decisões dos EUA e incertezas sobre a economia global

Ibovespa futuro apresenta queda após feriado devido a cenário internacional
Ibovespa futuro opera em baixa. Foto: Alexandre Meneghini

Ibovespa futuro registra queda na volta do feriado, refletindo mau humor internacional.

Ibovespa futuro opera em queda na volta do feriado

O Ibovespa futuro opera com baixa nos primeiros negócios desta sexta-feira (21), na volta do feriado do Dia da Consciência Negra. O mercado reflete o mau humor internacional, com o contrato de dezembro caindo 0,93%, aos 155.410 pontos às 9h04 (horário de Brasília). Essa queda ocorre em meio a uma análise da decisão dos Estados Unidos de remover a tarifa de 40% sobre alguns produtos brasileiros.

Repercussões da decisão dos EUA

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto que suspende os impostos de importação sobre produtos agrícolas afetados pela tarifa imposta em julho. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou essa ação como um passo positivo, mas enfatizou a necessidade de avançar mais nas negociações.

O decreto, que entrará em vigor em 13 de novembro, poderá resultar no reembolso das tarifas previamente cobradas sobre esses produtos. A medida é vista como um alívio para o comércio entre os dois países, mas não é suficiente para acalmar os investidores, que ainda estão preocupados com a volatilidade do mercado.

Cenário de aversão ao risco

No exterior, as preocupações com o mercado de inteligência artificial (IA) persistem, mesmo após previsões otimistas da Nvidia. Os índices futuros nos EUA operam de forma mista, com o Dow Jones Futuro subindo 0,22%, enquanto o S&P Futuro e o Nasdaq Futuro registram quedas de 0,18% e 0,48%, respectivamente.

Os dados sobre o mercado de trabalho nos EUA, divulgados na véspera, apresentaram um quadro misto, aumentando a incerteza sobre a política monetária do Federal Reserve. Embora a criação de vagas tenha acelerado, a taxa de desemprego atingiu seu nível mais alto em quatro anos, complicando as expectativas sobre cortes nas taxas de juros este ano.

Impactos no mercado de câmbio e commodities

O dólar à vista subiu 0,41% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,360 na venda. Na B3, o contrato de dólar com primeiro vencimento também subiu, alcançando R$ 5,365. Além disso, os mercados asiáticos recuaram, principalmente devido à fraqueza das ações de tecnologia nos EUA e ao aumento das incertezas sobre cortes de juros pelo Federal Reserve.

Os investidores estão atentos às declarações da ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, que alertou sobre uma possível intervenção cambial. Isso antecede um pacote de estímulo de US$ 135 bilhões, que deve pressionar os títulos do governo japonês e o iene.

Preços das commodities

Os preços do petróleo apresentam forte baixa, marcando a terceira sessão consecutiva de quedas, influenciados pela busca de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia, o que pode aumentar a oferta no mercado global. As cotações do minério de ferro na China também fecharam em queda, refletindo uma demanda mais fraca e margens de lucro menores na indústria siderúrgica.

Neste cenário, a pressão sobre o Banco do Japão aumenta, uma vez que os dados de inflação mostraram uma aceleração de 3,0% na comparação anual em outubro, bem acima da meta de 2%. Esse cenário complexo destaca a fragilidade do mercado e a necessidade de atenção contínua às dinâmicas econômicas globais.

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