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Greve? Caminhoneiros REJEITAM paralisação nacional, MAS… veja!

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Caminhoneiros Refutam Greve Nacional Apesar do Aumento do Diesel

Apesar da crescente pressão sobre os custos devido ao aumento do preço do diesel, representantes de caminhoneiros autônomos descartam a iminência de uma greve nacional. A possibilidade surgiu em grupos online, motivada pela alta significativa do óleo diesel, diretamente influenciada pela disparada do petróleo em decorrência do conflito no Oriente Médio. No entanto, a maioria da categoria expressa divergência em relação a essa manifestação, temendo graves impactos econômicos e prejuízos para a população, conforme apurado pelo Broadcast Agro.

Ameaça de Paralisação Localizada no Porto de Salvador

Uma ala de caminhoneiros ameaça iniciar uma paralisação de 24 horas na região do porto de Salvador, a partir desta madrugada. Esse movimento recebe o apoio da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB). No entanto, diversas outras entidades representativas de transportadores autônomos rejeitam formalmente a adesão da categoria a essa mobilização.

Entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), a Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas (Conftac), a Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Carga em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens-SP) e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos) negam qualquer indicativo de greve da categoria neste momento.

ANTB Confirma Paralisação em Salvador e Aponta Demandas

A ANTB confirma que a paralisação em Salvador tem duração prevista de 24 horas, mas adverte que o movimento pode se estender por prazo indeterminado, caso suas demandas não sejam atendidas. A principal motivação da mobilização na região é a alteração em uma regra para a triagem de cargas no porto. Segundo a ANTB, a nova regra exige que o motorista transporte a mercadoria do contêiner até o setor de triagem, aumentando o percurso em 10 a 15 quilômetros e impondo um tempo de espera adicional até que a mercadoria possa ser descarregada. Caminhoneiros da região manifestam forte oposição ao terminal de triagem, ainda em construção, argumentando que a medida dobrará o tempo de permanência dos transportadores no porto.

Reivindicações da Categoria Incluem Piso Mínimo de Frete e Política de Preços da Petrobras

José Roberto Stringasci, presidente da ANTB, divulgou um vídeo nas redes sociais convocando transportadores para a paralisação em Salvador, alertando que as operações de carga e descarga no porto serão afetadas. “Os caminhoneiros não aguentam mais. Essa é a única alternativa que nós temos”, afirma Stringasci no vídeo.

Em declarações à reportagem, Stringasci detalhou que as reivindicações incluem o julgamento da constitucionalidade da lei do piso mínimo do frete rodoviário pelo Supremo Tribunal Federal (STF), buscando garantir a segurança jurídica das fiscalizações realizadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A categoria também exige a mudança na política de preços dos combustíveis praticada pela Petrobras e a suspensão da cobrança de pedágio para caminhões com eixo erguido em situações de tráfego sem carga. “A categoria também questiona qual será a posição que o governo vai adotar diante de toda essa situação de preços absurdos do combustível, com o diesel já passando R$ 8 por litro na região”, completa o presidente da ANTB.

Abrava Alerta Para Riscos de Paralisação Nacional

Wallace Landim, presidente da Abrava, conhecido como Chorão, nega a participação da maioria dos caminhoneiros e classifica como “irresponsabilidade” a proposta de um movimento nacional neste momento. “Diante do cenário crítico no País, uma paralisação neste momento prejudicaria a sociedade. A categoria busca medidas junto ao governo federal para mitigar a crise econômica que atinge os caminhoneiros, como redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel, o preço dos pedágios, mas parar neste momento poderia provocar caos no País”, ressalta Chorão. Ele alerta para o risco de suspensão das atividades de transporte por falta de combustíveis. “Se não houver medidas do governo, o risco é parar por falta de diesel. As distribuidoras diminuíram a entrega nos postos e já há locais sem combustível a pronta entrega”, aponta Chorão.

Segundo o presidente da Abrava, caminhoneiros relatam um aumento de 25% a 26% no preço do diesel nos últimos dez dias, com um incremento médio de R$ 1,64 por litro, desde o início do conflito no Oriente Médio. “Isso é muito ruim para categoria justamente em momento de escoamento de safra no Centro-Oeste, quando o transportador precisa do diesel para carregamento das cargas”, avalia.

Conftac Descarta Paralisação e Busca Diálogo

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos de Cargas (Conftac) divulgou nota informando que “após reuniões estratégicas com as principais lideranças do setor, não há qualquer indicativo de paralisação ou greve da categoria para hoje”. A nota complementa: “Embora exista uma preocupação real com a recente alta no preço do diesel, impulsionada pela instabilidade geopolítica no Oriente Médio, a entidade reforça que os rumores de greve não passam de especulação, mantendo o compromisso com o diálogo e a estabilidade do transporte de cargas no País”.

Apesar da posição oficial das grandes entidades, a crescente insatisfação com os preços do diesel e as condições de trabalho no setor de transporte rodoviário representam um desafio constante. O temor de ações isoladas e localizadas persiste, exigindo atenção e negociação contínuas por parte do governo e das empresas.

Sindicam-Santos Busca Entendimento na Próxima Semana

Na região do Porto de Santos, caminhoneiros se reunirão na próxima segunda-feira (16) para buscar um entendimento sobre a situação da categoria, incluindo o aumento do preço do diesel, e encontrar uma solução conjunta, conforme informou Luciano Santos, presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos). “Manifestação será apenas em último caso”, disse Santos. Plínio Dias, diretor-presidente do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), afirma que a categoria busca medidas estruturantes, além da questão imediata do preço do diesel.

As entidades reconhecem que lideranças mais radicais da categoria podem mobilizar ações localizadas e regionais, o que demonstra a complexidade do cenário e a necessidade de um diálogo constante para evitar prejuízos maiores.

Contexto

O aumento do preço do diesel, impulsionado por fatores externos como a guerra no Oriente Médio e a política de preços da Petrobras, pressiona diretamente os custos do transporte rodoviário no Brasil. A categoria de caminhoneiros, essencial para o escoamento da produção agrícola e o abastecimento das cidades, enfrenta dificuldades para manter sua rentabilidade, gerando tensões e a possibilidade de paralisações que podem impactar a economia nacional.

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