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Governo projeta déficit de R$ 9,208 bilhões em estatais por crise dos Correios

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Aumenta previsão de rombo nas empresas públicas devido à reprogramação dos Correios

Governo projeta déficit de R$ 9,208 bilhões em estatais por crise dos Correios
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Crise nos Correios eleva déficit das estatais para R$ 9,208 bilhões em 2025, segundo novo relatório do governo.

Crise nos Correios impacta projeções fiscais do governo

em meio à grave crise que afeta os Correios, o governo Brasileiro anunciou uma revisão alarmante nas projeções de déficit para 2025, elevando a estimativa de R$ 5,504 bilhões para R$ 9,208 bilhões nas empresas estatais. A informação foi divulgada no Relatório e Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 5º Bimestre, apresentado pelos ministérios da Fazenda e Planejamento nesta sexta-feira.

Segundo o relatório, a ampliação no déficit de R$ 3,704 bilhões é atribuída principalmente à reprogramação dos Correios. O déficit estimado para a estatal passou de R$ 2,380 bilhões no levantamento anterior para R$ 5,808 bilhões, o que, se confirmado, será o maior registrado entre todas as estatais do país.

Consequências da crise

A crise nos Correios não apenas afetou as projeções financeiras, mas também causou atrasos na entrega de serviços. A entrega de envelopes, que estava agendada para o dia 24, e um leilão previsto para o dia 28 foram adiados, com novas datas a serem divulgadas em breve. Além disso, a divulgação do relatório de emprego de outubro também foi cancelada devido à situação atual da empresa.

Impacto no Programa de Dispêndios Globais

A previsão do déficit total das estatais já inclui a dedução de R$ 4,248 bilhões em despesas relacionadas ao Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), conforme autorizado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025. Com o rombo nas estatais, a previsão de déficit primário para o Programa de Dispêndios Globais (PDG) ultrapassou o limite estabelecido na LDO, alcançando um déficit primário de R$ 6,215 bilhões, levando em conta uma dedução de R$ 5,0 bilhões em gastos com o PAC.

Compensações e contingenciamento

Para lidar com essa situação, o governo precisou compensar a meta fiscal do PDG com o orçamento fiscal e da seguridade social. A compensação de R$ 2,993 bilhões fez com que a projeção de déficit primário subisse para R$ 34,259 bilhões, ficando abaixo do limite inferior de tolerância, que é de até R$ 30,970 bilhões. O centro da meta fiscal estipula um déficit zero, o que levou o Executivo a anunciar um contingenciamento de R$ 3,3 bilhões em despesas, buscando equilibrar as contas públicas e minimizar os impactos da crise nas estatais.

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