Longas Filas e Reclamações de Brasileiros no Aeroporto de Lisboa
Passageiros brasileiros relataram longas esperas no controle de passaportes do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, no domingo (28). As queixas, amplamente divulgadas em redes sociais, mencionam esperas de mais de seis horas e falta de condições adequadas para idosos e crianças.
Passageiros Relatam Falta de Assistência e Estrutura
Usuários das redes sociais descreveram a situação como “desumana”, reportando a falta de acesso a água, comida e banheiros durante a longa espera. Um passageiro relatou que sua mãe, com quase 70 anos, permaneceu na fila por seis horas sem o mínimo de assistência.
Outras queixas mencionam que a espera prolongada afetava principalmente passageiros brasileiros. Em alguns relatos, os passageiros alegam que não havia sequer água ou comida disponível para compra no local.
Minha mãe, com quase 70 anos, está há 6 horas na fila do controle de passaporte do Aeroporto de Lisboa. Sem comida, sem água, sem banheiro, junto com centenas de outros, incluindo idosos e crianças. Escárnio completo em um aeroporto que se propõe a ser um hub para a AL na UE. pic.twitter.com/IXmf2ywEU4
— Emiliano Abad (@emilianoabad) December 28, 2025
@cnnportugal estamos há mais de 6 horas na fila do controle de passaportes em Lisboa. Um absurdo! Seis horas em pé, sem qualquer suporte, sem comer, sem beber água. As pessoas seguem indignadas. É desumano! pic.twitter.com/CHx2R8EtaH
— jotacê (@jclira91) December 28, 2025
Após 12 horas de voo, tivemos que aguardar mais de 6 horas na fila da imigração para entrar em Portugal, no aeroporto de Lisboa. Sem água, ou comida — sequer havia para comprar.
E um detalhe grave: a espera era praticamente exclusiva para brasileiros. Fujam de Portugal. pic.twitter.com/7kHt7UfqsM— Felipe Guinsani (@FGuinsani) December 28, 2025
4 horas de fila para entrar na fronteira no aeroporto de Lisboa… pessoas deitadas com crianças, outros a gritar e a filmar
— Catarina (@cmlisbonspotter) December 28, 2025
Aeroporto Reconhece Dificuldades no Controle de Fronteiras
O governo português já havia reconhecido dificuldades no controle de fronteiras do aeroporto de Lisboa. A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, admitiu em audiência no Parlamento, em dezembro, que a introdução do novo sistema europeu de entradas e saídas apresentou falhas e que a força-tarefa criada para reduzir os tempos de espera não atingiu os objetivos.
Segundo a ministra, as esperas médias atingem três horas, com picos de até seis horas, impactando negativamente a imagem e a economia do país. Ela também relatou queixas de agentes do setor de turismo devido aos problemas enfrentados no aeroporto.
Entenda o Novo Sistema de Controle de Fronteiras
O novo sistema de fronteiras está relacionado à implementação do Sistema de Entradas e Saídas (EES) do Espaço Schengen, que substitui os carimbos manuais nos passaportes por um registro eletrônico centralizado. O sistema passou a ser aplicado formalmente em outubro e, em dezembro, entrou em uma segunda fase com coleta de dados biométricos.
A ministra da Administração Interna atribuiu as falhas na implementação do novo sistema à falta de coordenação, carência de agentes e Problemas na infraestrutura tecnológica. Ela informou que o aeroporto opera com um número insuficiente de profissionais e que nem todas as cabines de controle estão em pleno funcionamento, além de relatar falhas nos servidores informáticos.
Apesar das medidas adotadas, como a criação de uma força-tarefa e de uma “sala de crise”, a ministra reconheceu que as metas de tempo de espera não foram alcançadas, ultrapassando o objetivo inicial de limitar a espera a 40 minutos nas chegadas.
Contexto
As longas filas e a falta de assistência no aeroporto de Lisboa, especialmente para brasileiros, geram preocupação quanto à experiência dos turistas e viajantes, podendo afetar a imagem do país como destino turístico e impactar negativamente o setor de turismo.