Há mais de uma década, um evento cultural na Baixada Santista se consolidou como uma das maiores vitrines para a música autoral. No próximo fim de semana, a orla de Santos se prepara novamente para receber o Festival Mais, que chega à sua nona edição com uma proposta irrecusável.
Dezoito artistas e bandas regionais subirão aos palcos em dois dos pontos mais emblemáticos da cidade: a Fonte do Sapo e o Emissário Submarino. Todas as apresentações são 100% gratuitas, reafirmando o compromisso do projeto com a democratização do acesso à arte e o fomento dos talentos locais.
O palco se abre na orla: Festival Mais celebra a música regional
Criado há 13 anos, o Festival Mais nasceu com a missão de destacar a efervescência musical da região. Sua trajetória permitiu que se tornasse um dos principais encontros da cena independente local, oferecendo um espaço crucial para que compositores e intérpretes mostrem suas obras ao público.
A edição deste ano promete um mosaico sonoro que vai do reggae e forró ao rock, MPB, maracatu e samba, além de atrações dedicadas ao público infantil. A diversidade de gêneros é um reflexo direto da rica produção cultural que brota na Baixada Santista.
Ugo Castro Alves, um dos organizadores, reflete sobre a evolução do projeto: “Hoje o festival conta com uma estrutura muito mais qualificada do que na sua primeira edição, viabilizando melhores cachês para os músicos e técnicos envolvidos.”
Ele prossegue, destacando que “essa qualidade técnica e artística foi sendo construída com o tempo, acompanhando a ampliação da visibilidade e dos investimentos”, o que demonstra a maturação da iniciativa no cenário cultural da cidade.
Curadoria e a descoberta de novos talentos
Em um movimento diferente dos anos anteriores, quando a seleção dos artistas ocorria por meio de chamamentos públicos, a curadoria desta 9ª edição foi conduzida diretamente pela comissão organizadora. Essa abordagem visou cumprir os cronogramas executivos do projeto aprovado.
Ugo Alves explica a decisão: “O chamamento sempre foi um motor importante para revelar novos nomes. Desta vez, optamos pela curadoria interna para cumprir os prazos e diretrizes do planejamento, mas mantemos o olhar atento à efervescência de novos talentos que continuam surgindo na Baixada Santista.”
Essa dinâmica reforça a constante busca por equilibrar o planejamento estratégico com a valorização contínua dos artistas que emergem, garantindo que o festival continue sendo um termômetro da produção local.
Impacto na região
A vitalidade de iniciativas como o Festival Mais, concentradas na Baixada Santista, espelha um movimento nacional de valorização da música autoral. O sucesso e a longevidade desses projetos culturais oferecem um modelo importante para outras regiões do país.
O fomento à produção independente e a valorização da cena artística local, como observado em Santos, são desafios e oportunidades presentes em todo o estado de São Paulo. Cidades como Jundiaí, por exemplo, também buscam constantemente formas de fortalecer suas cenas artísticas locais, aproveitando o impacto social e econômico que eventos gratuitos podem proporcionar à comunidade.
Para além do entretenimento, o festival desempenha um papel crucial no fomento da cadeia produtiva do setor. “A democratização do acesso à arte caminha lado a lado com a geração de emprego e renda para o ecossistema cultural”, afirma Alves.
Ele conclui, ressaltando o ciclo positivo criado: “formando novas plateias e estimulando as bandas e compositores a continuarem produzindo suas próprias obras”. Isso garante um futuro promissor para a cultura local.
Conexão cultural: Programação diversificada na orla santista
A programação do Festival Mais se divide entre dois palcos icônicos da orla de Santos, oferecendo uma experiência única para moradores e turistas. O primeiro dia, sábado (19), a Fonte do Sapo será o cenário para as atrações que prometem agitar a tarde e noite.
No domingo (20), a festa se muda para o Emissário Submarino, um dos mais belos cartões-postais da cidade. O público poderá desfrutar de diferentes ritmos e performances artísticas, garantindo um fim de semana repleto de cultura e boa música.
A 9ª edição do Festival Mais é uma realização das produtoras Reverbere Produções Artísticas e Komboio Cultural, por meio do Programa Municipal de Incentivo Fiscal de Apoio à Cultura (Promicult), contando com o patrocínio da Santos Brasil e o apoio essencial da Secretaria Municipal de Cultura e da Prefeitura de Santos.
Sábado (19) – Fonte do Sapo
- Discotecagem: DJ Dani Castor
- 16h — RodaPé (Música Infantil)
- 17h30 — Banda Querô (Instituto Arte no Dique)
- 19h — Trio Serrapraiano (Forró)
- 20h30 — Skasu (Rock)
Domingo (20) – Emissário Submarino
- Discotecagem: DJ Dani Castor
- 15h — Maracatu Quiloa (Cultura Tradicional/Percussão)
- 16h — Carolina Andrade (MPB)
- 17h30 — Samba Lopes (Samba)
- 19h — Afrodizia (Reggae)
Serviço
- Evento: 9º Festival MAIS de Música Autoral
- Datas: Sábado (19) e domingo (20 de setembro)
- Locais: Fonte do Sapo (Aparecida) e Emissário Submarino (José Menino) – Santos/SP
- Entrada: Gratuita e aberta ao público
Além do palco: O legado de uma cena independente vibrante
A história do Festival Mais, que remonta a mais de uma década, insere-se em um cenário mais amplo de valorização da cultura independente no Brasil. O projeto começou como uma ousada iniciativa para dar voz a artistas que, muitas vezes, encontram barreiras no circuito tradicional.
Desde suas primeiras edições, a proposta evoluiu de um evento promissor para um pilar da cena cultural santista, ampliando não só o alcance de seus shows, mas também a estrutura de apoio aos envolvidos. Essa maturação reflete a crescente profissionalização do setor de eventos culturais locais.
Atualmente, o festival não se limita a ser um palco para shows. Ele simboliza a importância das parcerias entre o poder público e a iniciativa privada para o desenvolvimento cultural e econômico. O sucesso contínuo do Festival Mais demonstra como tais colaborações são vitais para a sustentabilidade da arte.
Este ano, mais do que nunca, o evento reafirma por que a produção musical independente e os eventos gratuitos importam. Eles criam oportunidades de trabalho, impulsionam a economia criativa e, fundamentalmente, enriquecem a vida da comunidade com experiências artísticas acessíveis e de alta qualidade.



